"Sonho é destino". "Dream is destiny". You do it to yourself, you do, and that's what really 'happens'. "Tudo que não invento é falso."
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
A dor hipérbata
A dor hipérbata (possível repost)
Sinto se movendo algo de novo.
Está machucando quase seu movimento.
E, assim ainda, toca por pouco
Na ferida sem casca e nova.
Uma pouco verdadeira espécie
De tipo de mentira de dor.
Mas a sem suplícios interroga-me,
Sendo enfática, não exclama baixo
E agindo sempre vento o contra
Força a ira e a força foje.
O limite até a chamo,
Mas não busco se não encontro.
Com a definida assídua foi-se.
Necessária também foi ela:
A ação, do tamanho era do mundo.
Mas, a resposta, a reação era singela,
E, não força havia igual aquela,
Capaz de a possível desvençilhar ira
E transformá-la em traíra dela.
Era objetivo o primordial
Bem ainda alcançado que não fora
Senão pudera ser fatal.
Y. C. O.
Substância
Substância
Ah, é uma substância!
Que adentra o corpo
E provoca êxtase imediato,
duradouro e verdadeiro.
É real sobre o sonhar,
O melhor sonho do viver.
É estar acordado e não crer,
Querer o para sempre,
Sem saber do não poder.
E simples êxtase não traduz
A sensação de puro ser,
De viver o outro em si
E o em si em outro,
Destoutro simples ser
Que vos exclama a conhecer
E querer o melhor ter!
Ter a substância nas entranhas
Cavando as veias
Rompendo as lanhas
Desfazendo as sanhas!
Para isto é preciso conhecê-la,
admirá-la e arrebatá-la!
Depois, é só reconhecer, depois gostar,
Depois amar.
Consta-se uma vez no sangue,
Dura-se para sempre na alma,
Pelo flexo coração!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Polissilábica da vontade
Polissilábica da vontade
(Era) a minha vontade infinita de querer
(Mas ela) não trazia consigo a vontade infinitiva de saber
Que a sua vontade intrasitiva de dormir
Perpassava qualquer ação ao meu ser
Dormir era dúbio e sob duplo aspecto
Seu sentido denotativo pouco controverso
Poderia causar vontade interior de uma ação superior
Sobre a ação anterior do passado composto
Por uma vogal diferença de gosto
Tudo era reticente em excesso.....
E numa instransigente demonstração de vergonha
Abríamos a cabeça sem olhares intersílabas
Ou vontades escondidas nas entrelinhas
Restavam altercadas as conjunções frágeis
Assim, contaminados por advérbios imberbes
Dávamos sentido e força às nossas substantivas
vontades de trocar objetos diretos
Mas, apostos estávamos postos
Sob locuções verbais mudas
Nossa ação não era coletiva
E as vontades passavam sede
Se os verbos de ligação não se trocavam
Mas se confundiam às preposições
Um tanto quanto circunflexas e inflexíveis
Sobrancelhas com arcos reflexos
Reflexões demasiado explicadas
Talvez o líquido sem tônico acento
E sem tantos conectivos nós vimos
Exclamadas vontades redundantes
Plurais, que surgiam a todo instante
E momentaneamente se abreviavam
Para no ponto, ou na pausa, por vírgulas
Enfatizar que era monossilábica a vontade
Sim, aspas
Rindo e rimando conforme a estrofe
Dançando conforme a música,
Detínhamos sentidos ocultos
Nos nossos sujeitos de núcleo abstrato
E por um átimo não nos tocávamos
Éramos cegos
As leituras labiais, difíceis
Mas, como surdos, nos comunicávamos por gestos
e se cada gesto é mais verdadeiro,
Ganhávamos apreço mútuo
O desejo, a vontade, contudo, se acentuava
Contanto, com tanto contato era tudo o que se esperava
E o sujeito indicado cego ou mudo não exclamava impropérios
E por isso julgava algo sério sem um valor conjuntivo
Oculto estava outro sujeito segredo
O tecido disposto era uma composta ação iminente
E toda a gente continha o sufixo querer da vontade
Assim, entreatos, só se aumentaria a ansiedade
Contida no tempo do futuro do pretérito
Ou do pretérito mais que perfeito, que, com efeito
Não causara o presente perfeito
Em verdade,
Era uma chocante vontade chocolate
Ao leite, descafeínado, e em crase
Encontrava consonontais diferenças sintáticas
E destoava à leitura do ávido personagem discreto
Não era um erro crasso, mas um provérbio parnasiano
Ao fim, sem conexões esdrúxulas e metafóricas
Partiam abraçados à leitura inadvertida
Sofriam por tanto, por tanta indireta linguagem
Parecia 'a vontade, mas faltava a coragem de disseminar;
Ao não-frívolo leitor o desejo explica-se em composição.
Tê-la, à vontade, é amá-la;
Em comparação,
Ter a vontade é amar.
Y.C.O
Coração-barco
Coração-barco
Quero-te mais do que tudo
mas não faço por onde
dizem-me que me fantasio
mas minha fantasia não me esconde
atuo e ajo pensando na ação
recuo e nego, na superação
e nesta filosofia absoluta
absolutamente encontro-me
Eu, sozinho, em consonância com o mundo
objeto de um sujeito retrógrado
alcanço o infinito impessoal
Nos nós desatados do eu...
Espero-te,
aguardo,
e, sossegado,
preencho meu seu perfiliado
Vácuo.
Mas, neste vazio impretérito,
Sinto que há um proprietário comum
Remando sobre o próprio estorno
E o entorno está à praça:
Está vindo ao retorno perpendicular,
A um lar interposto.
Assim, em agosto uma intempérie
Atravessa-me a pele e inunda estanque
Meu flutuante coração barco:
estando afundando,
agora naufragado,
encontra-se.
Y.C.O.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Tudo que penso
Tudo que penso
Tudo o que penso ser, estou
tudo o que penso estar, sou
tudo que penso entender, estendo
tudo que penso estender, estudo.
Depois desse, não preciso de mais nada
depois desse, preciso de tudo.
E nessa precisão metafísica assintótica
conduzindo-me à infinita ideia
sem tocá-la
apenas penso pensar.
E quando duvido que penso, penso que duvido.
Logo, penso que algo ou alguém me faz duvidar e pensar.
E se algo pensa por mim em duvidar, não penso.
Hobbesiada ideia destrona maligna genial cartesiana cogitação.
Quem garante que o seu duvidar pensar é uma dúvida sua, mal-gênio?
E se existe esse quem, ele não pode ser você:
porque se sua dúvida é boa você é mau-gênio ? Não.
[É, no máximo, ingênuo; e, no mínimo, desconfiado. Pois, foi levado a descrer, ao não-conhecer.
Logo, isto outro existe necessariamente, através d'um espelho.
E reconhecer-se no espelho é a tarefa
De maior dificuldade possível
E imaginável.
A geometria explica assim a (sua) existência necessária:
Para cada face há a face oposta, necessariamente.
Como crer no que não se conhece? E como conhecer o que não se crê? É preciso antes conhecer? É preciso de antemão crer em si?
Ou o em si já é um crer para si?
E o crer já é uma crença, um conhecer.
Sim, transformo ao sentido original. Crer é conhecer. Conhecer é crer. São tomé cria.
Conhecer é, também, por assunção coincidente metafísica, criar.
Crer é criar?
Criar é crer?
Só se crê criando?
Logo a crença é uma criação.
E a criatura crê, no limite, em si?
Parece que sim.
Mas o próprio parecer...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Brincando com o Pequeno Príncipe
Brincando com o Pequeno Príncipe
"O essencial é invisível aos olhos."
O invisível é essencial aos olhos...
Os olhos são essenciais ao invisível
Os essenciais são olhos aos invisíveis
Os olhos são invisíveis essenciais
Os invisíveis são olhos essenciais
Os essenciais são invisíveis olhos
São, seres...
Os seres invisíveis olham essenciais
Os seres essenciais olham invisíveis
Os seres olham invisíveis essenciais
Os seres olham essenciais invisíveis
São olhos os invisíveis essenciais
São invisíveis os olhos essenciais
São essenciais os olhos invisíveis
São invisíveis os essenciais aos olhos
O invisível é olho ao essencial
O olho é invisível ao essencial
O essencial olho é invisível aos
O é aos olhos invisível essencial
O aos olhos invisível essencial é
Aos olhos o é essencial invisível!
O invisível aos olhos são essenciais
O invisível é olhos ao essencial
Olhos é ao invisível o essencial
Essencial é invisível aos olhos o
O é invisível essencial aos olhos
É o essencial aos olhos invisíveis
É o invisível olho essencial aos
É aos olhos essência invisível
E com essência não se brinca, ops, olhos, não vi!
O invisível é essencial aos olhos...
"O essencial é invisível aos olhos".
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Tu te tornas eternamente cativado por aquilo que te responsabilizas
Tu te tornas responsável por aquilo que te eterniza e cativas
Tu te tornas eterno por aquilo que te é responsável cativando
Tu te tornas cativado por aquilo que responsavelmente te é eterno
Tu te tornas aquilo que eternamente te cativas responsável
Tu te cativas aquilo que te tornas responsável eternamente
Tu te responsabilizas por aquilo que te tornas cativado eternamente
Tu te tornas aquilo que cativas eternamente responsável
Aquitlo que te tornas, te cativas eternamente, sem responsabilidade!
Tu te cativas por eternamente aquilo que te tornas responsável
Te tornas cativas por tu responsável aquilo eternamente que
Tu te tornas aquilo que te cativas eternamente responsável
Tu te cativas por aquilo que te torna eternamente responsável
Tu tornas eternamente aquilo que te cativas responsável por
Tu te cativas eternamente por aquilo que tornas responsável
Tu te cativa por eternamente aquilo que responsável tornas
Por aquilo que te tornas cativas responsável eternamente
Tornas tu por aquilo que cativas eternamente responsável te
Que aquilo que responsável te cativas tu tornas eternamente
Tu te tornas eternamente aquilo que responsável cativas
Tu, responsável, cativas aquilo que te tornas essencialmente invisível aos olhos!
Aquilo que te cativas responsável tu te tornas eternamente
Te responsável que aquilo por eternamente tu cativado
Responsável tu te cativas eternamente por aquilo que tornas
Por cativas tu te eterno reponsável que tornas aquilo
Por tu aquilo que te tornas eterno responsável, cativas?
Cativados te tu tornas por aquilo que responsável eternamente
Eternamente tu cativas aquilo que te tornas responsável
Aquilo tu te tornas eternamente responsável por que cativas
Tu te tornas eternamente cativado por aquele que és responsável
Por responsável tu aquilo eternamente te tornas cativado que
Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas
Cativas aquilo que te tornas eternamente responsável por tu!
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Nos ares, nós somos parte 1
Nos ares, nós somos
Fui pra Minas, uai!
Em Minas comi queijo coalho.
Na ida peguei um busão, com wi fi!
Na volta iria de avião, comprei meu Apple.
Comia pastel de carne enquanto lia no meu Ipad;
Ouvia músicas ao passear na cidade com meu Ipod;
Liguei para aqueles distantes de meu Iphone;
No hotel me conectava com tudo ao meu Imac;
E no fim comia nos restaurantes o meu aipim.
Poesia fácil, piada também, simples assim.
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Quem sou eu (em agosto de 2012, pois quem se define se limita, dizem)
- Yco
- Mais preocupado com a criatura do que com o criador. Existem perguntas muito complicadas. Existem respostas muito complicadas. Existem pessoas que não são complicadas. Existem pessoas que tentam complicar. Eu sou aquela que procura entender; complicando un peu primeiro para poder descomplicar. Quero dizer: se eu entender o problema de forma completa, poderei encontrar a solução mais correta, eu acho. Um sonhador, dizem. Mas não creio apenas em sonhos. Gosto mesmo é da realidade, empírica ou não. Gosto de estudar sociologia e biologia. Sou acima de tudo, e pretensamente, um filósofo, no sentido mais preciso da palavra: o sentido do amor a sabedoria, ao saber. Mas a vida é para ser levada com riso e seriedade. Sabendo-se separar uma coisa da outra, encontraremos nosso mundo, nosso lugar, nossa alegria. Nossa Vida, com letra maiúscula! "o infinito é meu teto, a poesia é minha pátria e o amor a minha religião." Eu. Um ídolo: Josué de Castro; um livro: A Brincadeira (Milan Kundera) ; um ideal: a vida.