"Sonho é destino". "Dream is destiny". You do it to yourself, you do, and that's what really 'happens'. "Tudo que não invento é falso."

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Uníssono Vento

Uníssono Vento

O vento sopra constante na janela, tiquetaqueando.
Assustador para quem?
Um uníssono uivo da cidade impede-me!...
Ao dormir acordando a madrugada imagino a sua janela.
Ação e movimento. Parados.

Na espreita estreita espera de quase uma era,
D’um exagero de metalinguagem poética
A semelhança arrebatadora aflige...
E a esfinge é presente em toda lembrança:
Na conversa, na sala, no vão livre, na dança!

Mas resta uma dúvida, e um som se aguça ao pensamento.
Será a mesma esfera, estrela ou quimera?
Sempiterna face nebulosa,
Sempre interna neve escarlate.

Neste tom, um arremate. Duas bolotas brilhantes.
E a mesma expressão verde-viva.
Mas aquela janela da alma, à madrugada, funde a imaginação.
Animando, no entanto, a inquiri-la:
Conheces da vida o termo drama? E a dor jamais vencida?


Yuri Cavour

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Quem sou eu (em agosto de 2012, pois quem se define se limita, dizem)

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Mais preocupado com a criatura do que com o criador. Existem perguntas muito complicadas. Existem respostas muito complicadas. Existem pessoas que não são complicadas. Existem pessoas que tentam complicar. Eu sou aquela que procura entender; complicando un peu primeiro para poder descomplicar. Quero dizer: se eu entender o problema de forma completa, poderei encontrar a solução mais correta, eu acho. Um sonhador, dizem. Mas não creio apenas em sonhos. Gosto mesmo é da realidade, empírica ou não. Gosto de estudar sociologia e biologia. Sou acima de tudo, e pretensamente, um filósofo, no sentido mais preciso da palavra: o sentido do amor a sabedoria, ao saber. Mas a vida é para ser levada com riso e seriedade. Sabendo-se separar uma coisa da outra, encontraremos nosso mundo, nosso lugar, nossa alegria. Nossa Vida, com letra maiúscula! "o infinito é meu teto, a poesia é minha pátria e o amor a minha religião." Eu. Um ídolo: Josué de Castro; um livro: A Brincadeira (Milan Kundera) ; um ideal: a vida.