"Sonho é destino". "Dream is destiny". You do it to yourself, you do, and that's what really 'happens'. "Tudo que não invento é falso."

Arquivo do blog

sábado, 17 de outubro de 2009

Teoria da Pesquisa Equivocada

Tudo surge do mercado?

Emprego, educação, religião, origem familiar, cor, raça, sexo, saúde, violência, governo: cidadão.

Para se visualizar a equação não linear da sentença acima é preciso uma análise tangencial relativa a algo maior, que leva a característica cidadão como um fim último e ideal. Para ser inserido no primeiro item da sentença primeva é preciso um objetivo subjetivo, que é também o ideal final ser cidadão. Uma vez inserido dentro da ordem lógica da equação não linear supracitada, é preciso manter-se na mesma de alguma forma, e esta forma inclui uma variante aparentemente fundamental, propositalmente excluída da equação, o mercado. O objetivo é descobrir se tudo é determinado pelo mercado, ou pelas vontades individuais subjetivas, comuns em uma crença de querer viver em sociedade ou se nada é determinado pelo mercado ou pelas crenças.

Tarefa esta que pareceria inglória não fosse a existência das pesquisas, das estatísticas, das análises e de toda a metodologia que consegue enxergar tudo isto num só plano e fazer as devidas conexões. Devidas porque aparentemente subjetivas mas, a princípio, objetivas, imparciais e não inconclusivas. Porém graças a estas ciências com metodologias bem definidas e ambiciosas pode-se chegar a conclusões do tipo: "Há um fator determinante como cor ou sexo para se alcançar um padrão de vida e mantê-lo.", ou ao menos uma indicação para uma conexão futura de dados, informações, todas influenciadas pelos direcionamentos, pelas subjetividades, de cada pesquisador ou coordenador de pesquisa.

Entretanto, um problema surge quando se pensa na velha subjetividade das interpretações, na falha da interpolação de dados, quando resultados inconclusivos ou dúbios são alcançados e quando se matematiza algo caótico em demasia, como a vida de uma sociedade moderna complexa. O problema que surge não é de natureza psicológica, nem teórica, mas sim de realidade física, material ou imaterial, mas real, política, sociológica e observável sob diversos aspectos. E todos os aspectos desta observação sociológica levam a crer que a falha num cálculo de uma variável pode não só levar a um erro de interpretação da realidade como a adoção de políticas baseadas neste erro, o que parece óbvio, porém, em prazo não curto, médio ou longo mas imediato, pode invalidar qualquer nova pesquisa que venha pela frente. E Este é o grande problema.

Porque, em havendo uma falha num cálculo como esquecer uma variante possível, pode ocorrer um efeito borboleta sem adjetivos. A interpretação equivocada pode provocar também uma discensão geral que leve a realizar uma nova pesquisa para se avaliar onde a falha parece ou pode ter surgido. Mas dependendo da fonte, do autor, do valor político ou ideológico e também de uma forte retórica inclinada a um viéis estranho pela certeza dada pelos dados matemáticos da pesquisa, pode ser tarde demais. E a ação ou as ações políticas, morais ou de natureza pragmática podem ter-se realizado, alterando um resultado futuro de uma nova pesquisa. Um novo ciclo de erros inicia-se. E assim uma variante torna-se uma determinante, mesmo não o sendo.

Por fosco exemplo, há uma entrevista de emprego, e devido a uma pesquisa a qual afirmara serem os homens pardos, canhotos, de nível superior e cardíacos mais aptos para tarefas executadas por computador em tempo superior a duas horas, o entrevistador, no momento da admissão do futuro empregado desiste porque viu que o mesmo começara a assinar o contrato com a mão direita, mesmo ele tendo demonstrado todas as outras qualidade anteriores as quais a pesquisa indicava como sendo fundamentais a realizar a tarefa para o pretendido emprego. Até aqui pode-se considerar como um excesso de rigor do contratante, porém a questão subjetiva se interpõe, e numa pesquisa futura o candidato ao emprego se autoproclama branco, porque entendera não ter sido contratado devido a sua cor, opinião esta que se lhe introjetou quando lera numa terceira pesquisa a indicação de maior chance de obtenção de emprego para o mesmo caso fosse branco.

O ponto não levou ao erro da pesquisa propriamente dito, mas ao erro da interpretação de uma pesquisa por um leigo, que, somados ao excesso de rigor do contratante e ainda ao pragmatismo da burocracia de uma pesquisa tão específica para um emprego homônimo, trouxe o imprevisto. Porém, o erro da pesquisa não foi de uma variável, da falta de uma, mas sim do excesso; não foi pela interpretação dúbia, mas para a mesma excessivamente burocrática do ponto de vista prático, da realidade; não foi por excesso de matemática estatística pura e aplicada mas pela falta de lógica social. E caso haja erros desse tipo pode-se chegar ao ponto de haver uma classe de excluídos em definitivo para entrar no modelo de sociedade onde o mercado é uma variante infixa, invisível, que não está nas pesquisas diretamente, mas sempre as comandando- devido às crenças, como veremos.

Por outro pálido exemplo, chegará-se ao ponto em que as mulheres brancas, pardas ou pretas, de origem da região centro-oeste, sul, sudeste, norte ou nordeste com escolarização de nível superior e especialização em alguma coisa, com idade entre 14 e 99 anos, que possua alguma religião, não tenha nenhum problema grave de saúde, seja ambidestra e de orientação política x ou y não poderá encontrar um emprego pelo simples fato de ser mulher. Por que? Porque uma pesquisa anterior revelara que uma margem de 20% a mais de homens neste tipo de empresa seria mais produtiva em 57,5%, relativamente barata 26,44% e seria mais bem vista pelos acionistas majoritários em 78% dos casos. E na soma das estatística passa de 100% os motivos para não se contratar uma mulher.

Daí as pesquisas futuras apontarão que mulheres com todas as caracterítiscas citadas acima não podem econtrar emprego em determinada região e ponto final, mesmo a função no emprego não fazendo qualquer distinção com relação ao sexo. Mas, como nenhuma mulher havia conseguido aquele emprego, porque nenhuma sequer havia tentado antes, porque era desincentivada pela estatística, siginifica que, logicamente, elas não podem ter acesso ao emprego. Qual era o emprego? Não importa. O que importa é que a insensibilidade social refletiria nestas pesquisas de tal forma que isso acarretaria: a taxa de desemprego para as mulheres subiria em todos os níveis: escolaridade alta, em todas as faixas etárias, regiões do país, questões de orientação política, religiosa ou sexual, de qualquer cor, raça ou origem familiar.

E daí uma variável que não estava em nenhuma pesquisa aparentemente está, de facto, comandando a todas. Influenciando as análises e os direcionamentos de pesquisas futuras. Colocando nos indivíduos questões subjetivas de maneira generalizante. Tudo isto graças a um erro de interpretação ou ao rigor mortis numa pesquisa. Em suma. tudo isto graças ao mercado, que obriga as pessoas a se enquadrarem nos parâmetros ideais para as especialidades, ou graças a crença das pessoas que o mercado tudo comanda? E assim uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade e as estatísticas ainda a comprovam. Claro, com margem de erro tradicional de 2%, para mais ou para menos.

Yuri Cavour




Continuando desta forma, se você for agora, imediatamente para a Antártida, para a Lua ou para o Vaticano, segundo uma pesquisa, as chances de você encontrar um emprego como entregador de pizza são de 98%, basta que você seja um ser humano, e tenha coragem e vontade de trabalhar. As chances são altas assim porque até hoje nenhum ser humano se candidatou a tal emprego, e por uma lógica logarítimica de fração inversa, quando se multiplica dois fatores e coloca-se numa base comum, basta somar os percentuais. Assim sendo, quanto mais variáveis como sexo, idade, religião, time de futebol, nacionalidade, cor, e etc mais contribuem para chegar a 100% de chance de obtenção do emprego, mas nunca chega-se a 100% porque um limite infinitesimal diz que mesmo tendendo a 100%, quanto mais perto de 98% mais longe de 100%. Bom, de qualquer modo, está dentro da margem de erro de 2% tradicional...



Conclusão comentada: o mercado não é um fator determinante como se pensa, e a partir daí tira-se conclusões como que o critério cor é preponderante, o fator sexo é fundamental e o valor idade é importantíssimo. O que vale de fato é a crença de que isto tudo é fundamental para o bem do mercado e o espalhar, disseminar, inseminar, globalizar, defecar, incucar, fertilizar na mente dos seres essa realidade do que é bom para o mercado. Afinal, quem é o mercado? O mercado somos todos. Se a lei da oferta e procura faz sentido, ele que se ajuste a nós e não o inverso. Ditemos nós o ritmo que queremos para construir a nossa melodia e não plagiemos a melodia alheia. Sejamos originais e autênticos. Construamos a nossa identidade. Ficar apenas se baseando no que está nas esquinas da vida é para modelos e manequins sobreviverem, e como nem todos podemos ser modelos e manequins para os outros sejamos para nós mesmo, nosso bem comum de querer justiça. Ou a justiça não é um bem comum a todos? Se queremos o bem comum da justiça e delegamos isso a um Leviatã, ora pois não reclamemos das ditaduras do mercado! reclamemos de nossa postura individual. A próxima vez que for pedir uma cerveja no bar a noite, tome antes uma atitude: não se esqueça que você é o seu espelho, e tudo que você faz reflete em si mesmo. O homem é o espelho do homem, não apenas o lobo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Suas Mãos Dizem / From Your Hands

Suas Mãos Dizem

Mãos, mãos dizem muito!
Muitos detalhes anoto, sem querer,
Mas as suas... inflamam meu olhar!...
Uma sensível pele, com unhas pequenas
Lembram a dor da caneta e as lâminas...
A sensibilidade pode ser vista
pelo formato dos dedos e o risco.
Não querer elogiá-la é semi-impossível.
O formato lembra a impaciência, compressa,
E o risco avisa: a refeição não é modesta.
Adorei-as e as adoro ainda!...
Para mim, são lindas!

O prazer pode ser expresso,
Mas as suas mão dizem ligeiras:
Estaremos contigo por toda a vida,
Faremos companhia a vida inteira!
Escrever é um dom e retrata a beleza
E Cozinhar também é de sua destreza.
Mas se fosses canhota decerto aprenderia
A utilizar as mãos com a mesma maestria.

Continue confiando nesse seu poder,
suas mãos lhe dizem para você crescer...
Elas aguentarão firme nas horas nubladas
E lhe acompanharão quando fores amada.

Admiro-a, com as suas intenções.
Quero ver-te sempre assim e com as duas mãos:
Fortes, firmes, verdadeiras!

No desfecho dessa observação,
Quase me sinto tocando a sua mão.
Mas o que consigo agora é tocar a melodia
Que ouço quando penso em sua alegria.
Desperte com a energia acumulada
Pelas suas mãos, mãos sagradas.
Por elas vejo toda a sua alma,
Despido-a, e encontro-a... calma.
Sinto-me feliz com esse desfecho
Pois um bom futuro é tudo que vejo.

Agora a felicidade foi reencontrada
e Suas Responsáveis estão ao seu lado.
Junto de você, dando-te mais garra
Dizendo sempre siga, nunca desagarre!
E tão belas quanto a mensagem delas
É o que enxergo pelo seu olhar:
Uma ira boa que seguirá estrelas
E que, facilmente, nunca desistirá.
 
 
por Yuri Cavour




From Your Hands

Hands, hands say me a lot!
A lot of details, without intention,
But yours... light my eyes!...
A sensible skin, with small nails
Remember for the pain and the knifes...
The sensibility is able to be seen
By the shape of the fingers and the risk...
Do not want to praise it, but is semi-impossible.
Their shape are like the patience, compressed,
And the risk warns: the taste is very good.
I adore it and still adoring!...
For me, are beautiful!

The pleasure could be drawn,
But the hands say even faster:
We are here with you till the end,
We will be your partners for the whole life!
To write is a gift and is part of your beauty,
And to cook is for sure one of your rightness.
But if you are left handed you can learn too
To use your hands with the same talents.

Keep trusting in its power,
Your hands telling you to grow up...
It will support on the hard times
And will be with you in the love nights.

I admire you, and your good wills,
I want to see you always like this, with your two hands:
Strong, straight, truly.

In the end of the observation,
I can almost feel your hand playing on mine.
But what I do can play now is the melody
That I heard when I think in your happiness.
Wake up with the accumulated energy
of your hands, sacred hands.
By then I can see part of your soul,
Then I took off the mask, and I found you... calm, slow.
Now I'm happy with the end of the story
Cause there are a good future in the end of it.

Now the happiness is back
And The Responsible for it are right by your side.
Together, give you more arms
And saying always keep going, never lose the hug!
And as beautiful as their messages,
Is what I can see in your eyes:
A good will following the stars,
Somebody who, for nothing, will to give up.
 
 
by Yuri Cavour
nov-08

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

uma bela anedota

uma bela anedota chamada : "Um interacionismo simbólico?"

Um interacionismo simbólico?

Dois nerds discutindo:...
-...Tudo começa com o capitalismo!...
-Ok....recomecemos o revisionismo:
-Reconhecendo o funcionalismo,
Abdicando do estruturalismo,
E exagerando no liberalismo
chegaremos a um relativismo?
-Claro que não, seu empiricista!
Não é possível ser idealista, materialista, positivista e naturalista.
Então, esqueça o determinismo e venha para o indeterminismo!
-Mas prefiro o coletivismo, o socialismo, o materialismo;
Não o individualismo e o capitalismo! E não me xingue de empiricista!
-Mas não tem nada a ver com o individualismo o capitalismo!
Entenda meu pragmatismo e veja o seu voluntarismo!
- Não é um idealismo. É o neomarxismo...
-Lá vem você e seu emocionismo... Não me venha com primitivismos.
- Mas à época do iluminismo...
- Ei, você quer voltar para o romantismo ou utilitarismo? Até onde vai a sua cultura?
- Nada disso, foi apenas um reducionismo, e tudo isto é um cismo. E até onde vai o seu poder?

De repente, um observador atento exclama e interroga:
-- Ei, pessoal, vocês não sabem de nada,
Não fazem ideia do que estão falando,
E nada disso faz sentido!... Cadê as letras maiúsculas??

Os nerds replicam:
- Aha! É por isso, nós estávamos apenas praticando um...
- uma volição autopoiética pós-funcionalista fenomenológica e teleológica???
- Não. Eu diria um ocultismo.

O observador intriga-se:
- E o que isso significa?
-"isso"? um pronome demonstrati... ah, quer dizer... nada, sem as maiúsculas não significa nada para você...
-Sim, mas... nem para você? "Seria cômico, se não fosse trágico.".
-Opa! não interrompa meu sincronismo e não me venha com aforismos!

E o observador atento deduz:
- Já sei, acho que tudo não passa de um ilusionismo!
O que há entre nós é um abismo!
E com egoísmo ou altruísmo, tudo dará num nilismo!

Mas um dos nerds o corrige:
-Você não quis dizer niilismo?!
- Ah, sim. Perdoe meu "ignorismo"!

E o outro nerd não querendo acabar com o substantivismo:
- Ah, alguém aí gosta de silogismos? Eu tenho um bem bonitinho!...

Yuri Cavour

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quem separou a razão da emoção?

Quem separou a razão da emoção?

Quem separou a razão da emoção está errado. Pelo menos é isso o que me diz a atual neurociência, a neurobiologia, a neuropsicologia e é passível de discussão pela antropologia biológica.

Sem querer entrar no assunto como se fosse profundo conhecedor, a questão se resolve quando se analisa que antes do processo racional há o processo emocional. Quer dizer, no cérebro, o processo emocional desencadeia o racional. Assim sendo, quanto mais emocional o processo, mais racional o processo seguinte. Logo, quanto mais processos emocionais, mais processos racionais. Agora podemos discutir quanto a qualidade e a quantidade.

Se quantificarmos os processos racionais, veremos que apenas serão mais numerosos dependendo da quantidade de emoção dispersa ou dispreendida. Desta forma, para ser mais racional, é preciso ser mais emocional. Mas isso não discute a qualidade dos argumentos racionais ou emocionais, apenas discute a quantidade. Apenas discute quantos processos diversos podem surgir dependendo de quão afetado o emocional é. Quanto mais afetado o emocional, mais processos racionais podem surgir. Como é possível separar a razão da emoção, então?

Mas também cabe o problema da linguagem e dos significados adquiridos ou variados das palavras. Razão pode querer dizer divisão, por si só - desta forma estaríamos dividindo a divisão quando separamos a razão e a emoção-; e ao falarmos em 'ser mais racional', querendo dizer 'separar melhor as coisas', já deparamo-nos com um outro significado, o qual faria alusão a uma solução que desconecta as coisas uma das outras e depois tenta as reconectar como que por um atalho pelo pensamento matemático. E, ainda, ser mais racional significando sobretudo deixar as emoções afetarem menos as soluções, mas também procurando uma solução que contenha a emoção é algo ainda mais ambíguo e difícil de aceitar, porque seria sobrepor a razão para conter a emoção quando em princípio - como recém descoberto - o processo contrário (primeiro vem a emoção e esta possibilita a razão) é o que ocorre no cérebro.

Em suma, a emoção afeta a razão primeiramente justamente por serem elas a mesma coisa, ou porque a segunda só é possível graças a primeira. E se isto é um fato, não é possível ser mais racional do que emocional. É preciso ser emocional primeiro para então conseguir ser racional - a não ser que uma única emoção desperte várias razões, mas assim estaríamos separando uma coisa da outra -.

Entretanto, os sentimentos, as emoções afetam e são percebidos de maneiras diferentes pelas pessoas, mas somente com eles o processo racional pode vir. Mas a percepção diferente das emoções pelas pessoas pode se dar por uma interpretação baseada em significados desvirtuados. Ou pela memória, que é sempre falha. Veremos abaixo.


Voltando ao início do texto com "quanto mais processos emocionais, mais processos racionais" um problema surge se entendemos a emoção e a razão com significados distintos, separados e conflitantes. Quando na mente de um ser o significado de uma palavra se estabelece, este ser pode organizar suas ações de acordo com a sua compreensão. Estando desvirtuada a compreensão, as ações estarão desvirtuadas também, e uma sequência de pensamentos virão desvirtuados, criando novas ações desvirtuadas, baseadas numa lógica pessoal e infundada.

O erro é tão crasso que uma obra de arte puramente emocional e criada por um artista é vista por leigos como nulamente racional. Neste caso a imcompreensão se dá justamente pela não compreensão dos leigos de que a emoção desperta a razão. E, então, tentar compreeder pela razão algo que está no estado puro da emoção pode não fazer sentido algum. Justamente porque o emocional cria o racional e porque as compreensões são distintas nas pessoas devido aos significados desvirtuados, alguma obra de arte feita por um estado eminentemente emocional pode criar imcompreensões nos leigos e interpretações várias, totalmente em desacordo com a quase intenção do autor original.

Com este ponto de vista, não seriam as experiências as determinantes dessa matriz razão/emoção e sim as compreensões dos significados, e os problemas seriam gerados pelas desvirtuações. E com esta sequência de eventos, sim, poderia haver mais interpretações subjetivas infundadas, nova ausência de compreensão, e novas tentativas errôneas de compreender pela razão algo que é anterior à própria razão. A comunicação não se estabeleceria.

Ainda, se a razão não pode compreender algo que é criado pela emoção devido à desvirtuação dos significados, e às interpretações infundadas, chegamos em um ponto no qual a interpretação das emoções pela razão se dá antes justamente por essa inversão de compreensões.

Portanto, é algo tautológico, ainda que difícil de ser percebido: entende-se emoção e razão como sendo algo distinto, duo, esta significação desvirtuada manda pensarmos em tentar compreender pela razão algo que é anterior à razão, tal impossibilidade cria uma interpretação subjetiva (infundada, pois, desvirtuada) e o conflito todo surge. Sendo sucinto, a emoção é única, a razão é única, ambas são uma só coisa e as experiências (de vida) que despertam as emoções e possibilitam os raciocínios criam sempre algo singular pelo erro das interpretações - que se dá pelas não compreensões, pelos significados desvirtuados. -Ou seja, o erro é o das apreensões das interpretações, que são várias porque apreendidas por vários indivíduos que tendo memória armanezarão tudo e se comportarão de forma, ao menos, dual em dadas situações recorrentes (ou análogas).

Atemo-nos a estética e teremos mais problemas. A estética em si está baseada num erro de conhecimento neurológico, algo criado pela incompreensão dos processos cerebrais e assim sendo, algo não pode ser mais belo do que outra coisa racionalmente? Se algo desperta atenção do emocional e é analisado pelo racional há aí uma explicação de um conhecimento neurológico primário intuitivo e perspicaz, e a estética seria algo realmente genial. Mas, se a idéia é que a análise racional pura de alguma obra que desperta a emoção é possível, temos um problema ou uma constatação. O problema é que parece ser possível a razão analisar algo da emoção sozinha, apenas sendo ela mesma, sendo puramente racional -quando na verdade as duas coisas são uma e a mesma coisa, em primeira instância- e a constatação seria esta mesma: apenas por despertar a emoção, algo que é belo pode ser analisado pela razão. Pois, a emoção desencadeia o processo racional.

Entretanto, se a estética é a definição autorreferente ou autopoiética, se cada coisa tem seu valor estético singular, não podendo ser comparada a beleza, talvez isto ocorra justamente por esta interpretação fenomenológica que é baseada na idéia de que razão e emoção são duas coisas distintas, opostas pelo vértice. E talvez cada interpretação singular, de acordo com as experiências, desperte emoções diversas por esta intrínseca conexão de razão e emoção e tudo seja criado por uma compreensão infundada, que é dada por um significado desvirtuado. Mas, por outro lado, sem a estética é impossível compreender o pensamento do indivíduo filósofo, por isso a genialidade da estética. Delimitar, definir é fazer compreender.

Quando o significado não é desvirtuado a tendência é a aproximação das soluções, a facilidade da compreensão futura por todos e a criação de ideias novas e distintas pela imaginação, criatividade. Tudo isto por um processo essencialmente neurológico, que é igual em todos os seres. Talvez aqui entraria a memória também.

Assim sendo, os seres humanos são os animais mais criativos, a tal ponto que podem mudar a maneira de pensar e compreender as coisas por eles mesmos subvertendo o próprio instinto, e incentivando desta maneira uma uniformidade incapaz de criar, por falta de compreensão absoluta. Uma compreensão per fecta, algo que já é dado e não intuído. Em tempo, apenas os artistas devem ter desenvolvido mais a sua criatividade por compreender de outra forma como se dão os processos racionais-emocionais.

E até a própria abstração absoluta deve ter uma motivação emocional, nem que seja uma busca de um sentido para algo na vida - mesmo que isso não seja percebido inteiramente ou de imediato, a emoção é algo intrínseco ao pensamento. Por fim, uma única emoção pode despertar vários pensamentos: a emoção é uma função do pensamento, ou ao contrário, o pensamento existe em função das emoções, das razões.

Para assustar Descartes:
Com uma fórmula matemática temos : f(x) = ax . bx² + 3xc, nesta função "x" é o número de pensamentos, "a" a emoção primária, "b" a emoção secundária e "c" o próximo processo que delimitará a razão, e sendo f(x) igual a razão pura, ou emoções simplificadas. Conseguimos ver que um valor baixo para um pensamento pode vir de um número muito maior de razões puras ou emoções. Nesta fórmula o tempo não existe, tudo é instantaneamente resolvido na velocidade do pensamento.

Yuri Cavour

para mais informações veja http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X1997000200013

quarta-feira, 29 de julho de 2009

True "Terminal"

Verdadeiro Filme com Tom Hanks ! -"Terminal"- Todos acompanharam a história da família que morou no aeroporto do Rio de Janeiro, não!? Ainda tenho que escrever sobre isso...
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1231387-5606,00-CASAL+DE+ARGENTINOS+VIVE+COM+OS+FILHOS+HA+MAIS+DE+UM+MES+NO+GALEAO.html

mas eles já voltaram pra casa...
http://www.sidneyrezende.com/noticia/47651+familia+que+estava+vivendo+no+galeao+volta+para+o+panama+nesta+terca

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pura anestesia

Pura anestesia

Não sinto, mas sua energia...
Não temo, mas sua verdade...
Contagia, mas sem epiderme...
Enfastia.

Refira, sua ira irrompe...
Atira, e uma mira ao longe
Instiga a examinar a cura
Convergente.

Não vejo, mas é sua ordem...
Não ouve, mas é imprevisto...
Manda, mas sem piedade...
É covarde.

Mentira, não fora atingido...
Correndo pode se cansar...
Mas o alvo certo atinge...
Querendo.

Não espere, a queda é a ordem.
Não acelere, deixe a gravidade.
Sozinha, não está distante.
Ainda.

E se não lhe apetece, é um risco
Tentar não provocar, nem um riso
Dar, de ombros, uma resposta,
É uma nova.

E assim se revela
Inconsciente, bela,
Intransigente, veia,
Incandescente lenha.

Quando uma rajada zarabulhenta engana
A solução dissolve-se, encana,
E o trôpego momento emana
Mandando vir a tona.

Mas a sem suplícios foge
Como um foguete ianque
Seguindo a russa vida insana
Deixando tudo em estanque.

Para poder conter a dor,
Espreme todo o teor e bolor,
Empana sem um comum sabor,
Exprime o fim.

Não enebria, não sacia,
Não permeia, não havia fim.
Não podia ou não queria?
Não, pura anestesia.

E o bolor, como uma morfina,
Uma penicilina, e uma mina,
Se esconde sob um monte
De codinome adrenalina.

Como toda estagnada ruína
Encontra primevas lacunas
De que consistem uma duna:
Atemporal.

E este cranco, monte, mina e duna
Não coagula o sangue;
Extasia a vida, uma e uma,
Não se cansa, uma manchuma.

Essa anchoveta é o nome, o signo e símbolo
Daquilo que é esguio, frio e rápido
Mas todos já experimentaram:
Um vácuo perfiliado.

Enquanto a imagem nítida aparece,
Uma dor insígnia surge e desaparece,
Este insight de sentimento sem documento
É um alento.

Com significado de libertação,
Este estupor de então termina.
Teremos de volta a rima
Com mais adrenalina!


Yuri Cavour

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Vida após a vida, e não após a morte.

Vida após a vida, e não após a morte.

Para a sorte do azar a tendência é piorar. Não haverá mais idéia, nem pensamentos. Toda a imaginação se esvairá e, finalmente, a ilusão tomará conta do que lhe pertence. Assim cessa a vida de dúvidas e começa a outra vida, a vida de certezas que não têm razão de existir.

Certamente, existe mais de uma vida para cada ser. Isto não significa que é preciso morrer para se mudar de vida, é preciso sorte. E no sentido mais bem elaborado para a palavra, o sorteio é o que dita aquilo que está além de uma compreensão humana perfeita. Aquilo que só pode ser medido por probabilidade e que, portanto, terá sempre um cálculo inexato.

Então, o cálculo das probabilidades para a existência de um futuro melhor é feito levando-se em consideração as constantes dos erros humanos, lembrando-se que os acertos só ocorrem em situações espaciais específicas e que uma mente matemática prevê o resultado sempre considerando a margem de erro. E daí uma tendência a piora dos resultados, pois erros são cometidos em maior número dia após dia e constatados somente após o evento. Aqueles erros previstos não conseguem anular a manifesta vantagem dos não-previstos.

No entanto, o resultado final desta improvável medida de probabilidade é animador. Pois, na medida em que constata-se um maior número de erros surge a margem de erro. E com esta margem se tornando cada vez maior, há mais chances para alguns erros serem esquecidos. E é desta forma que funciona uma memória seletiva: deixando para outa linha de expressão aquilo que não se consegue resolver, ou simplesmente ignorando as variáveis, e as jogando para o resto. Assim consegue-se duas coisas: aumentar o problema, deixando-o mais confuso aparentemente, e progresso no cálculo.

Quer dizer, a vantagem do resultado é obtida apenas quando se percebe que certos valores variáveis talvez não possam ser constantes, e devem ser deixados para trás com uma certeza de que na próxima tentativa de resolução, pela experiência adquirida pela mente matemática, estes valores incertos talvez tenham sido anulados devido ao número de eventos de maior grau. Os incisivos acontecimentos insolúveis tornam-se incipientes numa expressão cada vez mais complexa.

Pulando-se mais um "parágrafo" na expressão matemática da vida, obtêm-se resultados novos. Estes, por sua vez, significam alguma coisa valorada. Então, evidencia-se que os valores são por si só psicológicos. E a evolução do cálculo permite à mente a própria evolução. Entretanto, a evolução parece não ter sentido se as novas certezas não são frutos da realidade absoluta.

Em outros termos, a realidade vira uma página em branco segundos após ter sido demonstrada por um cálculo errático. Nem supercomputadores são capazes de resolver a expressão da realidade construída, e cada mente ordena-se num sentido, deixando dimensões infinitas ignoradas. Porém, a sua mente positiva quer ver progresso. E, para tanto, apaga linhas de expressão para reconstruí-las.

Quando na reconstrução destas linhas injeta novos valores, aumenta a soma geral e reordena as probabilidades para um resultado cada vez menos esperado. Na sequência, é capturada pela ilusão de que o resultado final será encontrado na mesma vida. É aí, quando menos se espera, que surge a nova vida. Os novos valores, ainda mais (in)equívocos. Estes não tem seu sinal definido, ou não são sinalizáveis por uma mente ainda pouco desenvolvida.

Num repente, resurge a memória seletiva. Ela está apontando para uma vida gráfica, não vetorial. E, com isso, desmantela todo o argumento matemático de uma resposta em linhas retas, ou mesmo tortas. A infinitude de dimensões apercebidas torna a construção do gráfico da vida uma real impossibilidade, um desejo insólito. No instante tal é possível atravessar vários eixos bem como seguir apenas por um único. E exatamente neste momento você pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. E, justamente, a ilusão toma conta da realidade para fazer com que sua filha pródiga tente encontrar um rumo por si só (com o perdão da denotação ou redundância).

Ainda, mesmo se perdendo no caminho, a vida prossegue por outras vias, ou outras vidas. Neste sentido, a execução de uma vida pela outra é o contrário de um crime, é um bônus. Um presente dado pela Sorte, mãe (ou filha?) da Responsabilidade e da Prudência.

E o que parece se aproximar a cada linha desta expressão é a temida morte. O que pode ser pior do que a morte? O fim. A teimosia do fim. O fim quer nos conduzir diretamente à morte. Mas ele é perverso. Não percebe que somente ele pode aumentar as linhas de expressão na testa da vida. Somente ele é capaz de demonstrar sem provas quão exatos são os momentos e quão inexatos são os sentimentos. Somente o fim pode mensurar aquilo que não tem medida razoável. Só o fim pode explicitar o tangível sentido insensível: o cruel.

E o fim cru é mais gostoso. Por que? Porque é feito do resultado da mistura de uma expressão ilógica com o tempero do tempo inexistente. E não cozido pela ilusão, e salgado pela esperança, que morre no fim da acelerada fervura desta vida de panela de pressão, fechada.

Com um sentido menos parcial, mais arredondado, a vida consegue ter uma expressão que não pode acabar de forma melhor. A forma sem formato, sem fórmula, a qual só é montada a cada instante e modelada um pouco por cada elemento vindouro (d)nesta expressão. Uma expressão onde a abstração dos sentimentos é concreta, capaz de criar barreiras intransponíveis até que alguém chegue e dê um pouco de sua experiência de vida, auxiliando os elementos a se deslocarem. Ainda que tornem-se loucos.

E por outra dimensão, quem é capaz de enxergar para além da expressão da vida, para além do que é mais sensível, alcança um nível de consciência onde não importa mais as certezas ou as dúvidas desta vida ou da próxima, mas sim como fazer com que outros seres alcancem o mesmo... estado de espírito.

Quem sou eu (em agosto de 2012, pois quem se define se limita, dizem)

Minha foto
Mais preocupado com a criatura do que com o criador. Existem perguntas muito complicadas. Existem respostas muito complicadas. Existem pessoas que não são complicadas. Existem pessoas que tentam complicar. Eu sou aquela que procura entender; complicando un peu primeiro para poder descomplicar. Quero dizer: se eu entender o problema de forma completa, poderei encontrar a solução mais correta, eu acho. Um sonhador, dizem. Mas não creio apenas em sonhos. Gosto mesmo é da realidade, empírica ou não. Gosto de estudar sociologia e biologia. Sou acima de tudo, e pretensamente, um filósofo, no sentido mais preciso da palavra: o sentido do amor a sabedoria, ao saber. Mas a vida é para ser levada com riso e seriedade. Sabendo-se separar uma coisa da outra, encontraremos nosso mundo, nosso lugar, nossa alegria. Nossa Vida, com letra maiúscula! "o infinito é meu teto, a poesia é minha pátria e o amor a minha religião." Eu. Um ídolo: Josué de Castro; um livro: A Brincadeira (Milan Kundera) ; um ideal: a vida.