"Sonho é destino". "Dream is destiny". You do it to yourself, you do, and that's what really 'happens'. "Tudo que não invento é falso."

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Shiii: amanhecer ao novo


Shiii: amanhecer ao novo

Retira-se o terno preto, de preferência sem riscos.
Todas as formas não tem medida certa.
Um termo parece solto: "dê preferência": o triângulo.
E a única certeza é o fim da certeza.

As léguas estão escritas em placas verdes.
Os quilômetros encaminharam,
E as rodas automotoras, bicicletas e a pés desapareceram.
Nas noites de antemão sabidas,
a canção pedia para seguir estrelas,
e elas nos levariam ao anonimato:
Todas as constelações lá estão e no entanto não existem.
O seu eterno tempo já passou,
[como os vírus.

Nos cristais virulizados não há vida e há movimento.
Um paradoxo maior da física biológica de lógica desconhecida.
Da vida o movimento precedeu.

Naquelas mesmas noites, a duração padecia de humores;
Se o tédio corroborasse a ideia perderia o acento,
E seria morta pela eficiência e produtividade avessas.

Coloque as vírgulas onde lhe for conveniente, dissera ele.

Mas, devido às incompetências gramaticais do tédio, ele sossobrou.
Ganhou virtudes, erguendo o novo ao pódium.
E no movimento do novo, fez-se.
Entoemo-lo, às vezes.
O tédio também é produtivo, se copiara.

Essa eternidade é agoniante quando a duração é uma desmedida de possibilidades.

Assim arrumadas, as ideias perdidas se caçoam, apregoam peças, pregam sustos
E na maior das calmas da manhã, o som do silêncio pode ser arrepiante.

Então todas as vagas ideias se envergonham ao nascer do Sol.
Somem com a sua ceguidez. E as vagas curvam-se lentamente em respeito.
Parecendo então do novo, os lugares se chocam.
A beleza aparenta única.

Pois, é nos assobios dos primeiros voadores que o silêncio se decompõe.
Cambaleante junto ao mar, recém-desperto.
Logo, logo aquelas desditas ideias reconfiguram-se.
Tornam-se produções e se deletam inverdades:
O silêncio imposto pelo Sol é mesmo genioso:
Shiii!, canta o Sol...
Em silêncio...

Yuri Cavour

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Língua portuguesa

Uma vez lembro-me de ter chamado a inculta e bela língua portuguesa de tensa e vil. E fui mui repreendido por isso, textualmente. Acontece que, para mim, ela é tensa e vil no mesmo sentido de Olavo Bilac, a afirmando inculta e bela.

A tensão é, no caso, adjetivo que diz que as formas de flexão podem ser tantas que chegam a enganar, sendo, portanto, má, vil. A tensão é nesse sentido inculta, porque variações da flexão formam os casos de exceção, que confundem em não raras oportunidades aos mais diversos escritores. No entanto, ela traz consigo a beleza sonora multiforme, dos sotaques.

A única coisa de má na língua é que justamente a sua beleza parece cansar, às vezes. Porque demais perfeita. Onde está o erro do português? Certamente foi em chegar “em dia de chuva”, e cobrir os índios. A vileza da língua se faz presente, por outro lado, na sua expatriação. O português em Portugal é um pouco diferente do português no Brasil, apesar de ser gramatica e/ou teoricamente o mesmo. Basta uma lida breve em sítios da rede de computadores para ver a necessidade da "tradução".

A língua, ainda, é tensa porque tem pronomes reflexivos raramente bem colocados. Não se sabe puxá-los adequadamente. É comum faltar espaço após os pontos de interrogação, dois pontos, ou pontos e vírgulas. Colocar as palavras que antes possuíam hífen no plural é outra dificuldade digna de admoestação para inúmeros alfabetizados em português. No mais, esquecem-se acentos, letras maiúsculas, vírgulas são gulosamente comidas e o sentido falta.

A beleza da língua escrita é acompanhada por uma destirrostra trajetória, como já se escrevera aqui antes. O pulsar da língua é distinto. Sua sonoridade é plástica. Suas possibilidades de metáforas são irradiantes. E o infinito parece o limite, no limite do paradoxo.

Portanto, quando se fala errado, fala-se errado. Quando se fala certo, fala-se certo. E não há discussão quanto a isso. O importante é que a linguagem não se perca, e que a mensagem seja transmitida. Que haja entendimento. Se for para isso que serve a norma culta, como preconizam os gramáticos, que ela seja usada no seu último grau. E atualizada.

Traduzindo Maquiável

Traduzindo Maquiável, Discursos sobre o Governo de Tito Lívio.

Such a choice were certainly the wisest and the most
advantageous, could men be content to enjoy what is their own without
seeking to lord it over others.
Tal escolha é certamente a melhor, mais vantajosa, se podem os homens serem felizes aproveitando o que é deles sem querer mandar em outros.
But since to be safe they must be
strong, they are compelled avoid these barren districts, and to plant
themselves in more fertile regions; where, the fruitfulness of the soil
enabling them to increase and multiply, they may defend themselves
against any who attack them, and overthrow any who would withstand their
power.

Mas uma vez que para serem salvos (seguros) se devem ser fortes, eles são compelidos a evitar distritos inférteis, e plantar eles mesmos em regiões mais férteis; onde, a uberdade do solo permitindo a eles aumentar e multiplicar, eles devem defender eles mesmo contra qualquer um que os ataque, e eliminar(oprimir) qualquer um que puder (quiser) competir com seu poder(grandeza).
And as for that languor which the situation might breed, care must be
had that hardships which the site does not enforce, shall be enforced by
the laws;
E para esse languor(ócio) que a situação parece possibiltar(breed?), deve-se tomar cuidado para que essas duras situações dos sítios não aumente(seja forçada), deve ser aumentada (reforçada, protegida) pelas leis;
and that the example of those wise nations be imitated, who,
inhabiting most fruitful and delightful countries, and such as were
likely to rear a listless and effeminate race, unfit for all manly
exercises, in order to obviate the mischief wrought by the amenity and
relaxing influence of the soil and climate, subjected all who were to
serve as soldiers to the severest training
E que o exemplo dessas sábias nações seja imitado, que, habitando em mais férteis e aprazíveis terras ( countries=países), e tais como devem diminuir uma inofensiva (não listada= listless?) e efêmera(efeminada) raça, despreparada para todos os principais exercícios, em ordem a apresentar(obviar) a danos dados pela amenidade e relaxante influência do solo e do clima, sujeitando todos que servirão como soldados ao mais severo treinamento.



whence it came that better
soldiers were raised in these countries than in others by nature rugged
and barren.
D’onde se fornavam os melhores soldados nesses países (terras) do que em outros de terras naturalmente ásperas e estéreis.

Such, of old, was the kingdom of the Egyptians, which,
though of all lands the most bountiful, yet, by the severe training
which its laws enforced, produced most valiant soldiers, who, had their
names not been lost in antiquity, might be thought to deserve more
praise than Alexander the Great and many besides, whose memory is still
fresh in men's minds.
como, do antigo, foi o reino dos egípcios, que, sendo de todas as terras a mais amena, ainda, com o treinamento severo que suas leis impunham, produziu os mais valiosos soldados, quem, não tiveram seus nomes perdidos na antiguidade, pode-se pensar que merecem mais elogios do que Alexandre o Grande e muitos semelhantes, os quais continuam presentes nas mentes dos homens.

And even in recent times, anyone contemplating
the kingdom of the Soldan, and the military order of the Mamelukes
before they were destroyed by Selim the Grand Turk, must have seen how
carefully they trained their soldiers in every kind of warlike exercise;
showing thereby how much they dreaded that indolence to which their
genial soil and climate might have disposed them, unless neutralized by
strenuous laws. I say, then, that it is a prudent choice to found your
city in a fertile region when the effects of that fertility are duly
balanced by the restraint of the laws.

E até em tempos recentes. qualquer um que contemple o reino do Sultão (-Soldan=Sudão?), e a ordem militar dos Mamelucos antes deles serem destruídos por Salim o Grande Turco, devem ter visto quão cuidadosamente eles treinavam seus soldados em todo tipo de exercício de guerra; demonstrando então quanto eles associavam a indolência que seu solo e clima genial(especial) poderiam ter os disposado, a menos que isso fosse neutralizado por leis contíguas. Eu digo, então, que é uma escolha prudente fundar uma cidade em uma região fértil quando os efeitos dessa fertilidade são contrabalanceados pelos termos das leis.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Afinal, a que distância estão as sondas Voyager 1 e 2 da Terra?

Afinal, a que distância estão as sondas Voyager 1 e 2 da Terra? 17 ou 160 bilhões de km.? Será possível que em menos de um ano elas viagem quase 100 bilhões de Km? Acho que não...

"Sonda Voyager chega perto da fronteira do Sistema Solar...
14 de dezembro de 2010 • 09h23 • atualizado às 10h00
A sonda espacial Voyager 1, lançada há 33 anos, está perto da fronteira do Sistema Solar. A 17,4 bilhões de km de casa, a sonda é o objeto feito pelo homem mais distante da Terra e começou a identificar uma mudança nítida no fluxo de partículas à sua volta. ...

A Voyager 1 foi lançada no dia 5 de setembro de 1977, enquanto sua sonda gêmea, a Voyager 2, foi enviada ao espaço pouco antes, em 20 de agosto de 1977. O objetivo inicial da Nasa era inspecionar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, uma tarefa concluída em 1989.

As sondas gêmeas foram então enviadas na direção do centro da Via Láctea. Abastecidos por suas fontes radioativas de energia, os instrumentos das sondas continuam funcionando bem e enviando informações à Terra, apesar de que a vasta distância envolvida significa que uma mensagem de rádio precisa viajar cerca de 16 horas. "
retirado de http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4842692-EI301,00-Sonda+Voyager+chega+perto+da+fronteira+do+Sistema+Solar.html


Mas, na notícia, mais recente:
"No limite do Sistema Solar, sondas acham bolhas magnéticas...
09 de junho de 2011 • 18h58 • atualizado às 20h02
Sondas estão a cerca de 160 bilhões de km da Terra"
Retirado de: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5178487-EI301,00-No+limite+do+Sistema+Solar+sondas+acham+bolhas+magneticas.html e de: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/06/09/confins-do-sistema-solar-tem-zona-de-turbulencia-magnetica/


Vejamos: 1h. tem 3600 segundos. 16h. tem 57 600 segundos.http://www.blogger.com/img/blank.gif

Se as ondas de rádio demoram 16 horas para chegar, sendo a velocidade delas igual a da luz, ou seja, 300 mil km por segundo, em 10 s. a onde de rádio percorre 3 mi. de km.; em 60 s. 18 mi.; em 3600 s. 1080 milhões de km ou 1,08 bilhões de km; em 57600 s., 17.280.000 km. ou 17, 28 bilhões de km até a Terra. Ou seja, as sondas Voyager estão a cerca de 17 bilhões de km da Terra.

Em inglês, encontrei que a sonda Voyager 1 está a cerca de 10,5 bi de milhas da Terra, ou seja, a 17 bi de km . veja: http://www.dailytelegraph.com.au/news/weird/have-aliens-hijacked-voyager-2-spacecraft/story-e6frev20-1225865566982
1 milha = 1,614 m.

Contas retiradas de: minha cabeça.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Origem da bandeira quadriculada

Origem da bandeira quadriculada nas corridas automotivas...será mesmo?

Diz a lenda que, ainda em 1929, mal os treinos haviam acabado, os pilotos, tendo à frente o monegasco Louis Chiron, foram procurar Noghès para saber de que forma a corrida seria encerrada. Não havia padrão na época. Como naquele momento Noghès estava jogando damas, teria olhado para os pilotos e dito: "Se eu usar uma bandeira com o desenho do tabuleiro, vocês vão entender?" Como a turma concordou, a bandeira quadriculada foi adotada. E também passou a fazer parte da história das competições. Um xadrez de claros e escuros. Exatamente como o GP de Mônaco.

retirado de http://sergyovitro.blogspot.com/2011/06/quem-foi-o-louco-que-bolou-esta-corrida.html

domingo, 5 de junho de 2011

Saúde versus tabagismo( leia-se maconha, excepcionalmente)

Saúde versus tabagismo (leia-se maconha, excepcionalmente)

Alguns pensam que investir em saúde não dá retorno à sociedade, e por isso é um gasto diferente.

Saúde deve ser prioridade do governo, sim. Não existe governo sem prioridadeS. Não existe esse pensamento na teoria política. E isto tudo tem a ver com planejamento orçamentário. O gasto com sáude
não é, como se diz afora, um "dinheiro diferente" do governo, trata-se de realocação. É evidente que quanto mais pessoas doentes, mais dinheiro será necessário...mais dinheiro será realocado... e se o dinheiro é diferente, terá de ser realocado do mesmo modo. Alguns pensam que investir em saúde não dá retorno à sociedade... muito menos retorno dá investir em doença. O Mal do milênio é a doentização.

Aliás, quais argumentos são melhores para liquidar a maconha: os jurídicos, os lógicos, ou os biológicos? Talvez os que tratem da saúde mesmo. Dependência não é algo bom à saúde. Uma pessoa que não quer arruinar sua saúde, não reunirá esforços para fazê-lo por livre e espontânea vontade. Adentro, entre os argumentos jurídicos, mudar a constituição não é algo simples, ou simplista. A questão da liberdade e do respeito ao outro são cláusulas pétreas. Por isso um rigor na lei impede que alguém prejudique a saúde de outrem, com baforadas de cigarro, por exemplo.

"Live and let die" (Viva e deixe morrer)? O que nos preocupa, de fato, é apenas a questão da dependência. Então, lhe pergunto: quem sofre com a abstinência são apenas os dependentes? Não. Pense por si, e saberás quem é ou não dependente, quem sofre ou não com a abstinência. Estes dependentes, em geral, estão se maltratando sem o saber. Ainda, não é interessante ser escravo dos desejos. Tampouco é interessante ser reprimido por eles. O dependente acha até que semanas sem uso de drogas é mérito. Porque ele quer deixar de usar a substância mas não consegue. O dependente é oprimido e reprimido pela substância que consome. Já os não-dependentes são diferentes.

Portanto, devem ser tratados de maneira diferente. Com leis específicas. A lei rege tudo. Tudo é "da lei". A sociedade é da lei. Respeitemo-na. Afinal, todos querem leis para nos abraçar, nos proteger ou libertar.

Evidentemente que com  argumentos desse tipo em pauta, logo, logo a maconha será legalizada e liberada no Brasil, como droga leve. Será lícita. Terá restrições de uso como o cigarro. E essa discussão cessará. Mas não se encerrará o problema de saúde, e dos dependentes. E horas diárias a fio utilizadas para fumar não acarretarão apenas problemas a médio prazo. Problemas de saúde e de sociabilidade. Mas sim a curto prazo. Problemas de excludência mútua. E imersão social baixa. Problemas de fadiga cerebral, destempero, irritabilidade, ansiedade. Apenas para citar poucos problemas de saúde e sociabilidade interconectadas.

Por isso a saúde é uma prioridade legal, da lei. Uma pessoa sem saúde não pode interagir com outras. E o homem e as mulheres são animais sociais, como ensina Aristóteles. Por isso tudo, se você crê em legalização ou descriminalização, você está investindo em doença, não em saúde. Não seja dependente, liberte-se dos maléficos vícios.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Argumentos risíveis ao falecido

  São risíveis alguns argumentos de que essa lama que late (evitemos, já no-lo fazendo pelo paradoxo da linguagem, falar o nome da Besta) estaria vivo. Aliás, ingênuos. Por que o sério presidente dos EUA estaria disposto a convocar a imprensa no meio da madrugada para anunciar a falácia da década, ou do século? Apenas para se reeleger? Diz-se que os EUA querem dominar o mundo, mas isso parece o argumento do perdedor. De quem quer também dominar. É dominação contra dominação. Qual a diferença? Os aliados dos EUA nunca afirmaram que os EUA quererem dominar o mundo ser um problema, desde que não houvesse megalomania.

  O.k., Digamos que na " guerra contra o terror" os terroristas vençam ( e vencem a cada dia). O que acontecerá? Falaremos todos árabe? A grande bobagem é o cultivo ao ódio. Seja por qualquer parte. Mas o que há para se temer pelos EUA? A filosofia de vida diferente? A dominação econômica? A marca de tv ou jeans que será mais vendida? A "sub-"estimação dos povos? O domínio dos mesmos? E fora os EUA, o que se teme? A mesma coisa? Essa discussão merece longa data. Na percepção americana, "a guerra ao terror" é anterior a disputa política. Para os dissidentes da grande nação da América, a morte comemorada é um sacrilégio. Ou uma contradição.

  Porém, para cada cabeça uma sentença. Há casos em que não é preciso julgamento, o julgamento estava dado. Não creio que a morte seja um problema, é econômica. Se preso, ele dificilmente confessaria ou entregaria parceiros, e, por outro lado, quanto mais tempo vivo, mais chance de "revoltar" terroristas. Imaginem se ameaçassem um ato de terror pela troca de um prisioneiro de guerra, e, no caso, ele, o falecido, fosse negociado. A coisa perde todo o sentido. Ou, antes, os tribunais internacionais teriam muito trabalho para o julgamento, não seria econômico e nem Guatánamo(!) há mais para presos como o falecido. As instituições democráticas estariam falindo?

  No atual mundo da técnica, quem se enfraquece é a democracia. Há uma corrosão da lógica interna. Uma contradição total, e a ciência política é fundida com a econômica. Atribula-se tudo ao econômico (como se os Estados Unidos fosse marxista - piada desnecessária-), inclusive a questão de filosofia política, a questão de que um indivíduo que comanda uma rede que cultiva o ódio seja importante devido ao petróleo. É uma samba do piolho doido. Quer-se eficiência. E ela está dada na economia da morte subreptícia.

  De outro lado, o mundo árabe quer um novo sistema. Talvez mais próximo da democracia americana, talvez mais próximo do sistema ditatorial eficiente econômicamente chinês. A técnica "pós-põe", supõe. O sistema se perde. A derradeira questão é que não estão sendo atendidas as vontades populares, e quando as mesmas são atendidas, questiona-se a vontade popular como sendo induzida, e nunca original de mentes sempiternas. Desconhece-se a falácia do argumento da retórica. Este sim propõe o povo ao pensamento, o induz aduzindo as próprias necessidades expostas. Mas então seria demagógica. A política da democracia não apenas compõe técnica retórica com demagogia, mas adere-se a realidade e a recria.

  Portanto, o bom cientista político perceberá que a estratégia de defesa do presidente norte americano contra a morte do hipossuficiente (pois, morto) é, secretamente, a vontade popular e, principalmente, a legítima defesa. Daqui a crer dominação global é estar um passo a frente. É crer na volição das empresas de petróleo, que vigiam o oriente a título de lucro desenfreado e não veem a camada de ozônio destroçada. O aquecimento global como sendo outro mito. O levantar com o pé esquerdo -para estar um passo a frente- pode resultar trôpego. E aí está o outro segredo. O outro lado do segredo.

  Se pelo lado da conspiração anti-América o domínio do mundo é uma vontade maior, além da realidade já concretizada, pelo outro lado do segredo deve haver essa mesma vontade, inconfessável para não ser incongruente ou dedutível de uma outra possibilidade, também não confessada porque ou não pensada, ou não elaborada. Ou inexistente. Ainda, se uma terceira via é desconhecida, o anarquismo ressurge como possibilidade.

Quem sou eu (em agosto de 2012, pois quem se define se limita, dizem)

Minha foto
Mais preocupado com a criatura do que com o criador. Existem perguntas muito complicadas. Existem respostas muito complicadas. Existem pessoas que não são complicadas. Existem pessoas que tentam complicar. Eu sou aquela que procura entender; complicando un peu primeiro para poder descomplicar. Quero dizer: se eu entender o problema de forma completa, poderei encontrar a solução mais correta, eu acho. Um sonhador, dizem. Mas não creio apenas em sonhos. Gosto mesmo é da realidade, empírica ou não. Gosto de estudar sociologia e biologia. Sou acima de tudo, e pretensamente, um filósofo, no sentido mais preciso da palavra: o sentido do amor a sabedoria, ao saber. Mas a vida é para ser levada com riso e seriedade. Sabendo-se separar uma coisa da outra, encontraremos nosso mundo, nosso lugar, nossa alegria. Nossa Vida, com letra maiúscula! "o infinito é meu teto, a poesia é minha pátria e o amor a minha religião." Eu. Um ídolo: Josué de Castro; um livro: A Brincadeira (Milan Kundera) ; um ideal: a vida.