"Sonho é destino". "Dream is destiny". You do it to yourself, you do, and that's what really 'happens'. "Tudo que não invento é falso."

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quem pode ser eleito?

Quem pode ser eleito?

O Tiririca pode ser candidato e eleito porque a lei "não exige que os candidatos possuam mediano ou elevado grau de instrução, mas apenas que tenham noções rudimentares da linguagem pátria, tanto que é preceito do próprio Estado democrático de Direito a pluralidade / diversidade, buscando-se evitar, inclusive, a formação de um elitismo no corpo dos membros dos poderes legislativo e executivo." Esta foi a declaração do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira. Mas agora, depois da eleição, parece que a ideia dele modificou-se. Ora, primeiro as coisas mudam e depois as ideias ou será ao contrário?

domingo, 19 de setembro de 2010

cultura mundo

Cultura Mundo

O rito é baseado no mito. O mito não pode ser contestado. Hoje não se crê em mitos e ritos, crê-se?

Se o homem não consegue perceber a diferença entre ele mesmo e o mundo externo, ele cria o sobrenatural. O homem crê que o mundo sobrenatural tem uma existência independente do homem, e do mundo externo, porque não consegue perceber que ele criou o mundo sobrenatural por simbologia, ou simbologização. E é claro que para compreender isso tudo é preciso a linguagem, o discurso articulado e a crença, retumbando, de que somente a linguagem é capaz de criar coisas originais, humanas.

Então, a própria cultura humana surge por um discurso articulado, oriundo da capacidade humana única de simbologizar. Cultura não é comportamento, nem objetos físicos; não é o material, nem o abstrato, não é nem espiritual, nem substancial, nem insubstancial. Cultura é aquilo próprio do homem, do ser-humano que não é passível de definição por ser demais complexo e simples em simultâneo. Cultura é paradoxo. Ideias contrárias que se chocam e produzem algo, se difundem. Imiscuem-se. Reproduzem-se. Chocam-se de novo. E criam de novo. (Crendo no difusionismo); Não há cultura sem interação? Há, porém tende a ser involuída. (Sendo evolucionista). E a cultura, afinal, está por toda parte? Vamos estudá-la, sejamos funcionalistas, ou estruturalistas!

Antropólogos culturais, ou sociais, biológicos ou arqueólogos, devemos estudar e ir a campo de todo modo? A prática conduz à perfeição? Ou a teoria conduz à perfeição? A teoria também é uma prática. Anotou-se. Mas a perfeição não existe, verdadeiramente. Existe o imperfeito, e eis aí a perfeição do conceito. A perfeição é conceitual apenas. É criada por um discurso, que dita as regras, emula a moda, simula a realidade, ou denota o deslumbre humano, tipicamente humano.

Com exceção para Deus. O não-conceitual, evidente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Trajetória

Trajetória

Pastrano em potocas
Ou biologia social

EqUiLíBrIo n'uma bamba'corda
Viver n'uma tensão permanente
Não é um jogo ou um'escolha
Soma questão resiliente

Mínimo espaço centrado
Risco iminente necessariamente
Pruma queda livre agravitante
E que gravita de todo modo

Nesta excelcia tangente
Purgante vinho me abranda
A não tentar de novo
Uma pausa

Intervalo esbulho
Petição indelével
Mais simples mistério

Futuro inconsentido e preciso
Tempos vãos incréptos
Não mos trazem ou tragam mais

Escárnio riso sério
Escabeçando ou dejarretado sem solo
Flores também inúteis enfeitiçam enfeites
Transindo-me depressa
Esqueço a compencha

Desprezar também é mútuo
-E não relativo
Intentar fugir ao tempo do oblíquo
Esqueçam os solos e os dejetos
Não há nada fértil e êxcetra dijaôje

E neste prelúdio sem esperança
Um alento é apenas lembrança
De um passado que era branco e negro
E agora cinza não mede-palmos
Inabitável com exceto para os bacilos

Estes não vacilam
Aqueles no relógio antigo se perdem
E uma hora e trinta minutos não veem
Pois, ignoram a nobreza autêntica

A dentirrostra trajetória não se reverte jamais
Por isso o equívoco após o moderno
Aparente grande engano proposital
Uma solução filosófica
[Ainda não diluída


Yuri Cavour

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O beija-flor - por Tobias Barreto (1839-1889)

O Beija-flor

Tobias Barreto (1839-1889)


Era um moça franzina
Bela visão matutina
     Daquelas que é raro ver,
     Corpo esbelto, colo erguido,
     Molhando o branco vestido
     No orvalho do amanhecer.


     Vede-a lá: tímida, esquiva...
     Que boca! é a flor mais viva,
     Que agora está no jardim;
     Mordendo a polpa dos lábios
     Como quem suga o ressábio
     Dos beijos de um querubim!


     Nem viu que as auras gemeram,
     E os ramos estremeceram
     Quando um pouco ali se ergueu...
     Nos alvos dentes, viçosa,
     Parte o talo de uma rosa,
     Que docemente colheu.


     E a fresca rosa orvalhada,
     Que contrasta descorada,
     Do seu rosto a nívea tez,
     Beijando as mãozinhas suas,
     Parece que diz: nós duas!...
     E a brisa emenda: nós três! ...


     Vai nesse andar descuidoso,
     Quando um beija-flor teimoso
     Brincar entre os galhos vem,
     Sente o aroma da donzela,
     Peneira na face dela,
     E quer-lhe os lábios também


     Treme a virgem de surpresa,
     Leva do braço em defesa,
     Vai com o braço a flor da mão;
     Nas asas d’ave mimosa
     Quebra-se a flor melindrosa,
     Que rola esparsa no chão.

     Não sei o que a virgem fala,
     Que abre o peito e mais trescala
     Do trescalar de uma flor:
     Voa em cima o passarinho...
     Vai já tocando o biquinho
     Nos beiços de rubra cor.


     A moça, que se envergonha
     De correr, meio risonha
     Procura se desviar;
     Neste empenho os seios ambos
     Deixa ver; inconhos jambos
     De algum celeste pomar! ...


     Forte luta, luta incrível
     Por um beijo! É impossível
     Dizer tudo o que se deu.
     Tanta coisa, que se esquece
     Na vida!  Mas me parece
     Que o passarinho venceu! ...


     Conheço a moça franzina
     Que a fronte cândida inclina
     Ao sopro de casto amor:
     Seu rosto fica mais lindo,
     Quando ela conta sorrindo
     A história do beija-flor.

Minha poesia

Minha poesia

Minha poesia é literal.
Minha poesia é visceral.
Transparente, sem redundância ou duplo sentido.
Há apenas um sentido: o sentido.

Não se imagina mais do que a imaginação.
Não se esconde mais o sentimento belo;
O que é belo deve ser exposto, não escondido.
O que assusta de fato é a beleza, escondê-la é insano.

O que demais aparenta... é engano...
O literal é direto.
O visceral é impetuoso.
Se não se compreende em um tomo, não se dá outro.
Se bem se esquiva há um tombo, e está morto.

Não há sentido oculto, ou inconsciente.
O escrever racional, intransigente.
E aí então o engano sobressaliente...
O subconsciente sempre comanda,
E manda o pensamento ser meneado.

Está errado. É preciso expulsar os demônios.
Escrever na lata o que falta.
Escrever no ato o discurso.
Falar da boca pra fora e pra dentro.
E nunca é suficiente.

Yuri Cavour

Que é educar

Assim como em inglês, em português o verbo ducere (conduzir), latim, deu origem às palavras: duct (duto), duke (duque), educate (educar), produce (produzir), Conduzir, etc.

Porque a educação é importante, porque os duques são importantes? Porque em última instância educar alguém é ajudar este alguém a pensar de sua melhor maneira possível, alcançar o seu melhor, em uma interpretação que concordo mais. E, segundo uma explicação mais formal (também encontrada na internet):

"education / 'educar' vem do latim educare, por sua vez ligado a educere, verbo composto do prefixo ex (fora) + ducere (conduzir, levar), e significa literalmente 'conduzir para fora', ou seja, preparar o indivíduo para o mundo.
É interessante observar que o termo 'educação' em português [de Portugal?] possui uma conotação não encontrada na palavra 'education' do inglês. Enquanto que em português a palavra pode ser associada ao sentido de boas maneiras, principalmente no adjetivo 'educado', em inglês educated refere-se unicamente ao grau de instrução formal."

A origem, ou transformação, das palavras é importante, ainda que nem todas as palavras tenha sua origem tão bem conhecida ou presumível. É importante porque saber expressar-se é importante. E isto é importante porque a compreensão é importante. A compreensão é importante principalmente para haver diálogo. E o diálogo é o que em termos finais permite a vida em sociedade. E esta lição chega até as relações políticas internacionais, numa viagem mais profunda, melhor dizendo, num grau mais denso de abstração.

sábado, 28 de agosto de 2010

O tempo e o espaço são curvos. Portanto, quando distorcemos algo estamos pondo este algo a sua forma normal?'

Aqueles que não concordam exatamente com o relativismo entendem o que estou falando, não entendem? Preciso de mais contra-argumentos para me convencer do contrário. Convencer-me de que todo relativismo não tem lá suas falhas.

A questão parece perpassar uma necessidade de massas negativas, pois, o tempo e o espaço só se curvam na presença de massa, e para descurvá-los seria necessário massa negativa. É um raciocínio lógico. A anti-matéria, com seu spin oposto à matéria talvez sirva. O problema é manuseá-la.


Quem sou eu (em agosto de 2012, pois quem se define se limita, dizem)

Minha foto
Mais preocupado com a criatura do que com o criador. Existem perguntas muito complicadas. Existem respostas muito complicadas. Existem pessoas que não são complicadas. Existem pessoas que tentam complicar. Eu sou aquela que procura entender; complicando un peu primeiro para poder descomplicar. Quero dizer: se eu entender o problema de forma completa, poderei encontrar a solução mais correta, eu acho. Um sonhador, dizem. Mas não creio apenas em sonhos. Gosto mesmo é da realidade, empírica ou não. Gosto de estudar sociologia e biologia. Sou acima de tudo, e pretensamente, um filósofo, no sentido mais preciso da palavra: o sentido do amor a sabedoria, ao saber. Mas a vida é para ser levada com riso e seriedade. Sabendo-se separar uma coisa da outra, encontraremos nosso mundo, nosso lugar, nossa alegria. Nossa Vida, com letra maiúscula! "o infinito é meu teto, a poesia é minha pátria e o amor a minha religião." Eu. Um ídolo: Josué de Castro; um livro: A Brincadeira (Milan Kundera) ; um ideal: a vida.