" Nossa cidade é segura. Podemos até dormir de janelas abertas." morador de uma cidadezinha do interior de Santa Catarina, em entrevista a um jornal de Florianópolis.
Não que a violência no país não seja uma realidade, nem que a sensação de insegurança não esteja tomando conta das pessoas, mas isto para mim foi o cúmulo.... O morador de uma cidade de cerca de 10 mil habitantes, nem isso, em entrevista a um jornal da capital de Santa Catarina queria assegurar a segurança da cidade dele afirmando ser seguro dormir até de janelas abertas. Em que ponto chegamos?
No Brasil há cidades onde os muros não existem, onde os vizinhos e estranhos dão bom dia e boa noite e onde se pode dormir em casa de janelas abertas, e metrópoles onde estranha-se ser simpático, onde definitivamente deve-se por grades nas janelas, pois televisores podem ser roubados! Essa é a diferença do Brasil. Há um medo pelo medo, talvez medo pela posse, ou por estar correto. Mas há de se saber que os crimes não passam impunes, que existe a polícia, que a maioria das pessoas não será sequestrada, que o valor da vida é maior do que o dos bens. Lembro de uma amiga e seu medo de ser roubada.
O medo de ser roubado se justifica quando um salário inteiro está na carteira, e para isso não existe seguro; quando se está num local sabidamente perigoso - talvez perto de um presídio! -; quando a irracionalidade detem a racionalidade e inverte o seu papel, passando a ser considerada racionalidade, ainda que subjetivamente. E tudo não passa de um cismo.
Porque o medo gera medo, a violência é partenogênica. Por saber mais, teme-se mais. Mas o medo, o saber e todo sentimento padrão estão conectados por lógica, e por isso não exstem. De antemão, por lógica ou dedução são possíveis o conhecimento, os sentimentos, os temores e dissabores, as felicidades e a inexistência a contento. Existir não é refletir, é iluminar. Apenas há luz onde os feiches podem durar, onde os relapsos, coices do cavalo errante não desviam o foco.
Com um sentimento fugaz e irracional subvertendo o agir criou-se o caos, e sua teoria inequívoca! No entretanto, um interrogatório subreptício para a própria mente também é capaz de criar, pela verificação automática de erros da mente matemática, algo verdadeiro. Daí do caos surge o controle, e a frieza e o desepero se desinstalam. Pois a calma absoluta pode vir de um desespero absoluto, e o desespero legítimo pode vir do desconhecido, do caos ou da reticente calmaria, quando se sabe que nada pode ser feito.
Estas palavras antagônicas primeiramente e sinônimas em seu extremo, levam à constatação de que não há motivos para se temer, nem temer aos outros.
Se a inteligência pressupõe temor, a genialidade pressupõe humor.Uma coisa é, porém, a extensão da outra, ainda que em níveis distintos.
Temor
Humor.
Yuri Cavour
"Sonho é destino". "Dream is destiny". You do it to yourself, you do, and that's what really 'happens'. "Tudo que não invento é falso."
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Prazer
Prazer
O prazer não está mais no olhar mais. Nem mais no sentir mais.
Está no saber. Não no saber mais.
Mas no saber olhar mais e sentir mais.
O prazer não está mais no olhar mais. Nem mais no sentir mais.
Está no saber. Não no saber mais.
Mas no saber olhar mais e sentir mais.
Olhar é cuidar.
Retirando-se o mais do olhar e do sentir, resta-nos o prazer puro e impuro.
Puro porque prazer, impuro porque prazer.
Cessa o sentir, o tocar. O prazer não é adquirir, é admirar.
Com um resquício de vontade de adquirir sabido impossível,
A contenção leva à miragem.
Posse não é prazer, é engano.
Yuri Cavour
Retirando-se o mais do olhar e do sentir, resta-nos o prazer puro e impuro.
Puro porque prazer, impuro porque prazer.
Cessa o sentir, o tocar. O prazer não é adquirir, é admirar.
Com um resquício de vontade de adquirir sabido impossível,
A contenção leva à miragem.
Posse não é prazer, é engano.
Yuri Cavour
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Cidade Rica é qualquer coisa!
Cidade Rica é qualquer coisa!
O Rio está em ritmo de Copa do Mundo, Olimpíadas e quer bater o recorde de gastos públicos em menos tempo. Só para reformar o estádio do Maracanã serão gastos R$ 500,000,000(quinhentos milhões de reais - isso porque não se aprovou o projeto que o destruiria e construiria um outro complexo esportivo no valor superior a R$1,000,000.000... um bilhão de reais...) , para fazer o corredor T5 ( obra de construção de uma estrada ligando dois bairros distantes, um deles rico e o outro "nem tanto") outros quinhentos milhões. Já gastou mais de R$ 300,000,000 com a Cidade da Música -projeto monstruoso e inacabado.
Maracanã novo abaixo:http://www.youtube.com/watch?v=OjAgS-rY-HI
E mais obras foram e vêm por aí...
Exemplos abaixo: Metrô até ipanema custou R $420 milhões, do governo do estado e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)... sendo que a obra estava orçada em R$ 308 milhões...O metrô ipanema: a estação tem 3 plataformas e é distante 791 metros da Estação Cantagalo, em Copacabana;


A revitalização da Praça Mauá (zona portuária do Rio) :''
A revitalização da Praça Mauá custará R$ 145 milhões, financiados pelo governo federal e prefeitura; a construção da garagem, R$ 45 milhões pelo setor privado; a criação de unidades habitacionais, R$ 34 milhões, pela Caixa Econômica; a implantação da pinacoteca e do museu, R$ 150 milhões pelo Ministério do Turismo; e a alça viária entre Avenida Brasil e o porto, R$ 18 milhões pela prefeitura e Companhia Docas.'';
projeto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=P5FVL9vfWm8&feature=player_embedded
Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, na Atlântica : RS 65 milhões, sendo R$ 50 milhões do governo do estado;

Mais notícias : Rio receberá R$ 100 bilhões de reais em investimentos nos próximos 3 anos, apenas para os jogos olímpicos;
Ainda, se o Guggenheim viesse para o Rio...:
Gestão Cesar Maia queria, mas se esqueceu de colocar o projeto no plano plurianual! "o município gastaria só com os custos da construção mais de 133 milhões de dólares, acrescidos de 800 mil dólares anuais (por cinco anos), de quase 30 milhões de dólares, em três parcelas, para a recuperação do píer da Praça Mauá, e dos valores dos impostos sobre a renda e Sobre Operações Financeiras (IOF) incidentes sobre a operação do Museu. Além disso, o município se comprometeu a dar garantia, por dez anos, dos déficits operacionais até o valor de 12 milhões de dólares."..." ....A prefeitura desapropriou, neste ano (2003), parte significativa de área considerada não portuária, com a perspectiva de construir um museu integrado no circuito internacional de exposição de obras de arte. O investimento previsto é de R$ 492 milhões,...."
O primeiro contrato refere-se à construção de um museu no píer da Praça Mauá. O valor desse projeto é de R$ 360 milhões e se configura ato interno da prefeitura do Rio e se iguala a qualquer licitação para construção de um equipamento cultural. O segundo, é o projeto básico e seu detalhamento e acompanhamento será do arquiteto de notória especialização internacional Jean Nouvel, no valor de R$ 40 milhões, de acordo com o município
Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça
Mas o "resto" do Brasil também vai bem: "União pode pôr até R$ 100 bi na Petrobras.
Com esse valor, a União, que detém 55,7% das ações ordinárias da empresa, passará a ter algo entre 65% e 70%." veja mais em: http://www.valoronline.com.br/?impresso/valor_digital/-1/5784909/1/uniao-pode-por-ate-r-100-bi-na-petrobras
Yuri Cavour,
várias fontes
O Rio está em ritmo de Copa do Mundo, Olimpíadas e quer bater o recorde de gastos públicos em menos tempo. Só para reformar o estádio do Maracanã serão gastos R$ 500,000,000(quinhentos milhões de reais - isso porque não se aprovou o projeto que o destruiria e construiria um outro complexo esportivo no valor superior a R$1,000,000.000... um bilhão de reais...) , para fazer o corredor T5 ( obra de construção de uma estrada ligando dois bairros distantes, um deles rico e o outro "nem tanto") outros quinhentos milhões. Já gastou mais de R$ 300,000,000 com a Cidade da Música -projeto monstruoso e inacabado.
Maracanã novo abaixo:http://www.youtube.com/watch?v=OjAgS-rY-HI
E mais obras foram e vêm por aí...
Exemplos abaixo: Metrô até ipanema custou R $420 milhões, do governo do estado e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)... sendo que a obra estava orçada em R$ 308 milhões...O metrô ipanema: a estação tem 3 plataformas e é distante 791 metros da Estação Cantagalo, em Copacabana;

A revitalização da Praça Mauá (zona portuária do Rio) :''
A revitalização da Praça Mauá custará R$ 145 milhões, financiados pelo governo federal e prefeitura; a construção da garagem, R$ 45 milhões pelo setor privado; a criação de unidades habitacionais, R$ 34 milhões, pela Caixa Econômica; a implantação da pinacoteca e do museu, R$ 150 milhões pelo Ministério do Turismo; e a alça viária entre Avenida Brasil e o porto, R$ 18 milhões pela prefeitura e Companhia Docas.'';
projeto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=P5FVL9vfWm8&feature=player_embedded
Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, na Atlântica : RS 65 milhões, sendo R$ 50 milhões do governo do estado;

Mais notícias : Rio receberá R$ 100 bilhões de reais em investimentos nos próximos 3 anos, apenas para os jogos olímpicos;
Ainda, se o Guggenheim viesse para o Rio...:
Gestão Cesar Maia queria, mas se esqueceu de colocar o projeto no plano plurianual! "o município gastaria só com os custos da construção mais de 133 milhões de dólares, acrescidos de 800 mil dólares anuais (por cinco anos), de quase 30 milhões de dólares, em três parcelas, para a recuperação do píer da Praça Mauá, e dos valores dos impostos sobre a renda e Sobre Operações Financeiras (IOF) incidentes sobre a operação do Museu. Além disso, o município se comprometeu a dar garantia, por dez anos, dos déficits operacionais até o valor de 12 milhões de dólares."..." ....A prefeitura desapropriou, neste ano (2003), parte significativa de área considerada não portuária, com a perspectiva de construir um museu integrado no circuito internacional de exposição de obras de arte. O investimento previsto é de R$ 492 milhões,...."
O primeiro contrato refere-se à construção de um museu no píer da Praça Mauá. O valor desse projeto é de R$ 360 milhões e se configura ato interno da prefeitura do Rio e se iguala a qualquer licitação para construção de um equipamento cultural. O segundo, é o projeto básico e seu detalhamento e acompanhamento será do arquiteto de notória especialização internacional Jean Nouvel, no valor de R$ 40 milhões, de acordo com o município
Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça
Mas o "resto" do Brasil também vai bem: "União pode pôr até R$ 100 bi na Petrobras.
Com esse valor, a União, que detém 55,7% das ações ordinárias da empresa, passará a ter algo entre 65% e 70%." veja mais em: http://www.valoronline.com.br/?impresso/valor_digital/-1/5784909/1/uniao-pode-por-ate-r-100-bi-na-petrobras
Yuri Cavour,
várias fontes
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Sob Estresse
Sob Estresse
Percebemos que estamos sob estresse quando:
Não conseguimos mais cortar as próprias unhas;
E, pior,
Ainda as vemos crescendo, encravando-se...
E nada podemos fazer...
A não ser aguardar a natureza.
Yuri Cavour
Percebemos que estamos sob estresse quando:
Não conseguimos mais cortar as próprias unhas;
E, pior,
Ainda as vemos crescendo, encravando-se...
E nada podemos fazer...
A não ser aguardar a natureza.
Yuri Cavour
Pensamento em direção ao infinito
Pensamento em direção ao infinito
A infinitude do pensamento é comensurada. As medidas e proporções parecem não fazer sentido. E o sentido inexiste, não tangencia algo e se perde. Tome cuidado com as suas próprias raízes, pois, ultimamente, elas podem estar andando e se alimentando com e de fontes estranhas, em respectivo.
Em palavras menos ordinárias, as incertezas vis assombram e obscurecem a razão. Com a medida de todas as coisas retumbando em locais pouco conhecidos, atingem-se alvos (in)equívocos, e as lógicas do nexo permeiam caminhos com obstáculos. Estes são grandes, mas não muralhas inultrapassáveis.
Mais diretamente, quando algo estiver perturbando o seu intelecto sereno, aceite este algo e encare-o de frente. Não tenha medo do medo. O medo é saudável num sentido: o de poder ser vencido. Esse é o sentido da batalha dos fracos contra os fortes. E nenhum deles tem vez.
Não há vez para a adjetivação com interpretações e subjetividades. Há vez para atos mundanos e humanos, pouco cerebrais e mais animais. Animais em meio à selva de ordem. A ordem é: siga aqueles que detém o dom de deter os dons. O seu dom é ser frio? Seja-o. O seu dom é ter frio? Sinta-o.
Em um escrutínio, não entenda o que você compreende como aquilo que você não compreende. E entenda que não compreender é querer compreender em alguma medida.
Querer compreender a incompreensão é um desejo insólito, pois, inexiste no mundo das aparências.
Quando no fim do questionamento você chegar, perceba o ar de incompletude presente: os ares secos, úmidos e infinitos, com cheiro de oxigênio por sobre neurônios! A sua refrescada mente irá agradecer se o novo rumo ou o antigo se (re)estabelecer.
A infinitude do pensamento é comensurada. As medidas e proporções parecem não fazer sentido. E o sentido inexiste, não tangencia algo e se perde. Tome cuidado com as suas próprias raízes, pois, ultimamente, elas podem estar andando e se alimentando com e de fontes estranhas, em respectivo.
Em palavras menos ordinárias, as incertezas vis assombram e obscurecem a razão. Com a medida de todas as coisas retumbando em locais pouco conhecidos, atingem-se alvos (in)equívocos, e as lógicas do nexo permeiam caminhos com obstáculos. Estes são grandes, mas não muralhas inultrapassáveis.
Mais diretamente, quando algo estiver perturbando o seu intelecto sereno, aceite este algo e encare-o de frente. Não tenha medo do medo. O medo é saudável num sentido: o de poder ser vencido. Esse é o sentido da batalha dos fracos contra os fortes. E nenhum deles tem vez.
Não há vez para a adjetivação com interpretações e subjetividades. Há vez para atos mundanos e humanos, pouco cerebrais e mais animais. Animais em meio à selva de ordem. A ordem é: siga aqueles que detém o dom de deter os dons. O seu dom é ser frio? Seja-o. O seu dom é ter frio? Sinta-o.
Em um escrutínio, não entenda o que você compreende como aquilo que você não compreende. E entenda que não compreender é querer compreender em alguma medida.
Querer compreender a incompreensão é um desejo insólito, pois, inexiste no mundo das aparências.
Quando no fim do questionamento você chegar, perceba o ar de incompletude presente: os ares secos, úmidos e infinitos, com cheiro de oxigênio por sobre neurônios! A sua refrescada mente irá agradecer se o novo rumo ou o antigo se (re)estabelecer.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
FatoReal
FatoReal ou Perspectiva de Rã
Aonde foi parar a crítica e o senso de ridículo que antes andavam de mãos atadas? Será que se perderam num conto de fadas, numa dimensão estranha como o tempo, ou foram aniquilados por truculentos assassinos? O que se percebe é que a vergonha está agora atuando na sua forma pervertida, está atuando em mentes fracas e as hipnotizando. A vergonha está no ar e a falta dela em solo firme afirma seus passos, deixa arquipélagas marcas. Tão salientes marcas e com desníveis inimagináveis que somente o humor é capaz de sobreviver a estas profundezas.
Em que lugar será que os heróis estão se escondendo, ou qual será o problema de mostrá-los? Pois, parece que não existem mais, a não ser no cinema, com avatares improváveis, superpoderes esdrúxulos e ações impensáveis para salvar o que não precisa ser salvo, os tolos seres temerosos de seus congêneres e exaltadores de seus alteregos.
Quer dizer, aqueles homens e mulheres que um dia caminhavam sobre a terra pensando, sentavam em suas cadeiras criando e entoavam seus discursos agindo simplesmente sumiram, desapareceram ou evaporaram. Ou pior, foram sugados por uma opinião pública que não existe e insiste que existe. As batalhas não serão mais vencidas pelos seres que gastavam seus neurônios e esquentavam suas cadeiras para pensar em algo produtivo, pois agora luta-se por produzir cadeiras mais frutíferas e gastar neurônios em fumaça: a mulher-melancia-melão anda fumando maconha, e ainda está na capa dos jornais, revistas e na boca do sábio povo.
Desta feita, é difícil acreditar que a sabedoria da voz divina, a do povo, é algo séria, é real. Este tipo de sabedoria está longe de uma moral, qualquer que seja ela, de uma noção realidade, de justiça, de princípios, de lei; muito pelo contrário, teme-se a lei como se ela fosse nos abater, quando na verdade temos que descobri-la para poder então respeitá-la, quando admirá-la não for o bastante. A lei é uma descoberta para o bem. Mas não há mais lei. Não se quer lei. O que se quer é desleixo.
Então sobra o humor. O humor não se confunde porque quer tirar o sarro daqueles que cometem o imprevisto achando que não há problema algum desde que ninguém fique sabendo. Estas vítimas do humor riem de si mesmo sem saber, afinal não creem nem em si, nem se respeitam. E o desrespeito para consigo é a primeira chance para o delito, para o roubo ou a matança encruzilharem a esperança. E estes trilhos com trens em alta velocidade acabam se chocando, mas chocam ainda mais aos demais audientes da tragédia. O sangue jorra para todos os lados, mas os médicos estão mais preocupados é com a contaminação iminente do que com estancar o problema, pois julgam que o ferimento é mortal e o melhor a fazer é resguardar os demais. Mas assim são acusados de displicentes, condenados por inação.
No entanto, a ação deles é soberana. Somente ela decide quem sobreviverá. E merece sobreviver um ser fugitivo do caráter, ou cúmplice da inescropulosidade? Não. Mas tomara que sejam identificados corretamente. Porque o cúmulo do azar é punir a vítima do crime com a prisão perpétua da ignorância e da tolice. Procurar por indivíduos capazes de orientar desde a educação à diversão é tarefa inglória se a crença irracional de que não existe cura para a doença acerba na sociedade sobressai. Parece um sonho nobre se a realidade é pobre de espírito e a falsidade cobre, anula a vontade.
Num mundo estranho assim, de aparências importando mais, de luz sobre trevas, o óbvio é a doença da cegueira tomar conta. Até que chegue um ponto máximo onde não há mais escapatória e a própria falta de vergonha pregue uma peça em si e denuncie um ato funesto apenas para se divertir. O humor sobressaindo de novo, desta vez para o bem. Aos poucos volta-se a enxergar, revolta-se e o mar arrasta a sujeira ao leme.
O comando varia. Agora nadando na nata está o rato, tentando escapar. Mas com suas mãos atadas com a pessoa errada, não restará nada a não ser se afogar. E ele insiste praticando movimentos rápidos, continua vacilando e cansa. Afoga-se a sós. Mas num repente, quando está indo para o mundo das punições, encontra lá seus comparsas e logo tem uma visão sublime: "-Arquitetemos em silêncio um novo plano maldito e rebaixemos a curiosidade alheia a nossos pés, assim consiguiremos trazer para o nosso nível o terreno das ideias ferteis..." E a rotina atina.
Pronto. O nível foi rebaixado mais uma vez porque foi-se embaixo do tapete vigiar a sujeira e a curiosidade deixou escapar um pó contagiante, doentio e preocupante. A lei foi descumprida, um bandido condenado fugiu para o paraíso. E a busca retorna ao lume, perseguindo este ser que por onde passa é visto porque brilha. Brilha de tanto ouro revestindo seus dentes, de sorriso amarelo e convincente. Ganha prêmios, é eleito presidente do grêmio dos ignorantes. E, destoante, caminha pela praia pretendendo turista. Compra um Audi e é benquisto. Persegue as páginas da verdade com seu ar de falsidade, e semblante amendrontador. Engana a todos do orgulho verdadeiro.
Este safo é bem diferente de um herói de um povo. É na verdade a encarnação da vergonha de um povo. Porém, dominando pelo saber-poder comanda este povo que nasceu de um mesmo ovo, mas rachou no lado mais frágil e primeiro ficou desprotegido. Agora sente o frio na pele a todo instante. Sente um medo horripilante. A necessidade de um líder faz-se presente e de fato surge um, inspirado no passado, de verdadeiros heróis. De homens e mulheres determinados e determinantes para o sucesso do saber e do bem, em concomitância.
Homens e mulheres assim tinham na mente apenas os sentimentos verdadeiros, elevados. Mas hoje são peças dispensadas pela eleição das hipocrisias soterrantes. Em vez de heróis vemos diletantes no poder. Praticam uma arte sem savoir-faire . Fazem pouco por merecer premiações. No entretanto, quando ainda assim surge no fundo da caixa pandoreana um resquício da esperança, ela é desacreditada. E sussura-se ao pé de seu ouvido: "a esperança é a única que morre...".
E nobelianos são criticados ferozmente e popusudos viram estrelas elegantes.
Por favor, atemo-nos às verdadeiras preocupações: quando chover forte a água não terá para onde escapar e ficaremos ilhados!
Ainda assim tomaremos sol na praia destas ilhas, ora pois! Não se preocupe demais, as coisas se resolvem. Para o bem ou para o mal elas se resolvem. Basta ação na claquete do filme chamado vida.
Yuri Cavour
savoir-faire =saber fazer
Aonde foi parar a crítica e o senso de ridículo que antes andavam de mãos atadas? Será que se perderam num conto de fadas, numa dimensão estranha como o tempo, ou foram aniquilados por truculentos assassinos? O que se percebe é que a vergonha está agora atuando na sua forma pervertida, está atuando em mentes fracas e as hipnotizando. A vergonha está no ar e a falta dela em solo firme afirma seus passos, deixa arquipélagas marcas. Tão salientes marcas e com desníveis inimagináveis que somente o humor é capaz de sobreviver a estas profundezas.
Em que lugar será que os heróis estão se escondendo, ou qual será o problema de mostrá-los? Pois, parece que não existem mais, a não ser no cinema, com avatares improváveis, superpoderes esdrúxulos e ações impensáveis para salvar o que não precisa ser salvo, os tolos seres temerosos de seus congêneres e exaltadores de seus alteregos.
Quer dizer, aqueles homens e mulheres que um dia caminhavam sobre a terra pensando, sentavam em suas cadeiras criando e entoavam seus discursos agindo simplesmente sumiram, desapareceram ou evaporaram. Ou pior, foram sugados por uma opinião pública que não existe e insiste que existe. As batalhas não serão mais vencidas pelos seres que gastavam seus neurônios e esquentavam suas cadeiras para pensar em algo produtivo, pois agora luta-se por produzir cadeiras mais frutíferas e gastar neurônios em fumaça: a mulher-melancia-melão anda fumando maconha, e ainda está na capa dos jornais, revistas e na boca do sábio povo.
Desta feita, é difícil acreditar que a sabedoria da voz divina, a do povo, é algo séria, é real. Este tipo de sabedoria está longe de uma moral, qualquer que seja ela, de uma noção realidade, de justiça, de princípios, de lei; muito pelo contrário, teme-se a lei como se ela fosse nos abater, quando na verdade temos que descobri-la para poder então respeitá-la, quando admirá-la não for o bastante. A lei é uma descoberta para o bem. Mas não há mais lei. Não se quer lei. O que se quer é desleixo.
Então sobra o humor. O humor não se confunde porque quer tirar o sarro daqueles que cometem o imprevisto achando que não há problema algum desde que ninguém fique sabendo. Estas vítimas do humor riem de si mesmo sem saber, afinal não creem nem em si, nem se respeitam. E o desrespeito para consigo é a primeira chance para o delito, para o roubo ou a matança encruzilharem a esperança. E estes trilhos com trens em alta velocidade acabam se chocando, mas chocam ainda mais aos demais audientes da tragédia. O sangue jorra para todos os lados, mas os médicos estão mais preocupados é com a contaminação iminente do que com estancar o problema, pois julgam que o ferimento é mortal e o melhor a fazer é resguardar os demais. Mas assim são acusados de displicentes, condenados por inação.
No entanto, a ação deles é soberana. Somente ela decide quem sobreviverá. E merece sobreviver um ser fugitivo do caráter, ou cúmplice da inescropulosidade? Não. Mas tomara que sejam identificados corretamente. Porque o cúmulo do azar é punir a vítima do crime com a prisão perpétua da ignorância e da tolice. Procurar por indivíduos capazes de orientar desde a educação à diversão é tarefa inglória se a crença irracional de que não existe cura para a doença acerba na sociedade sobressai. Parece um sonho nobre se a realidade é pobre de espírito e a falsidade cobre, anula a vontade.
Num mundo estranho assim, de aparências importando mais, de luz sobre trevas, o óbvio é a doença da cegueira tomar conta. Até que chegue um ponto máximo onde não há mais escapatória e a própria falta de vergonha pregue uma peça em si e denuncie um ato funesto apenas para se divertir. O humor sobressaindo de novo, desta vez para o bem. Aos poucos volta-se a enxergar, revolta-se e o mar arrasta a sujeira ao leme.
O comando varia. Agora nadando na nata está o rato, tentando escapar. Mas com suas mãos atadas com a pessoa errada, não restará nada a não ser se afogar. E ele insiste praticando movimentos rápidos, continua vacilando e cansa. Afoga-se a sós. Mas num repente, quando está indo para o mundo das punições, encontra lá seus comparsas e logo tem uma visão sublime: "-Arquitetemos em silêncio um novo plano maldito e rebaixemos a curiosidade alheia a nossos pés, assim consiguiremos trazer para o nosso nível o terreno das ideias ferteis..." E a rotina atina.
Pronto. O nível foi rebaixado mais uma vez porque foi-se embaixo do tapete vigiar a sujeira e a curiosidade deixou escapar um pó contagiante, doentio e preocupante. A lei foi descumprida, um bandido condenado fugiu para o paraíso. E a busca retorna ao lume, perseguindo este ser que por onde passa é visto porque brilha. Brilha de tanto ouro revestindo seus dentes, de sorriso amarelo e convincente. Ganha prêmios, é eleito presidente do grêmio dos ignorantes. E, destoante, caminha pela praia pretendendo turista. Compra um Audi e é benquisto. Persegue as páginas da verdade com seu ar de falsidade, e semblante amendrontador. Engana a todos do orgulho verdadeiro.
Este safo é bem diferente de um herói de um povo. É na verdade a encarnação da vergonha de um povo. Porém, dominando pelo saber-poder comanda este povo que nasceu de um mesmo ovo, mas rachou no lado mais frágil e primeiro ficou desprotegido. Agora sente o frio na pele a todo instante. Sente um medo horripilante. A necessidade de um líder faz-se presente e de fato surge um, inspirado no passado, de verdadeiros heróis. De homens e mulheres determinados e determinantes para o sucesso do saber e do bem, em concomitância.
Homens e mulheres assim tinham na mente apenas os sentimentos verdadeiros, elevados. Mas hoje são peças dispensadas pela eleição das hipocrisias soterrantes. Em vez de heróis vemos diletantes no poder. Praticam uma arte sem savoir-faire . Fazem pouco por merecer premiações. No entretanto, quando ainda assim surge no fundo da caixa pandoreana um resquício da esperança, ela é desacreditada. E sussura-se ao pé de seu ouvido: "a esperança é a única que morre...".
E nobelianos são criticados ferozmente e popusudos viram estrelas elegantes.
Por favor, atemo-nos às verdadeiras preocupações: quando chover forte a água não terá para onde escapar e ficaremos ilhados!
Ainda assim tomaremos sol na praia destas ilhas, ora pois! Não se preocupe demais, as coisas se resolvem. Para o bem ou para o mal elas se resolvem. Basta ação na claquete do filme chamado vida.
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Quem sou eu (em agosto de 2012, pois quem se define se limita, dizem)
- Yco
- Mais preocupado com a criatura do que com o criador. Existem perguntas muito complicadas. Existem respostas muito complicadas. Existem pessoas que não são complicadas. Existem pessoas que tentam complicar. Eu sou aquela que procura entender; complicando un peu primeiro para poder descomplicar. Quero dizer: se eu entender o problema de forma completa, poderei encontrar a solução mais correta, eu acho. Um sonhador, dizem. Mas não creio apenas em sonhos. Gosto mesmo é da realidade, empírica ou não. Gosto de estudar sociologia e biologia. Sou acima de tudo, e pretensamente, um filósofo, no sentido mais preciso da palavra: o sentido do amor a sabedoria, ao saber. Mas a vida é para ser levada com riso e seriedade. Sabendo-se separar uma coisa da outra, encontraremos nosso mundo, nosso lugar, nossa alegria. Nossa Vida, com letra maiúscula! "o infinito é meu teto, a poesia é minha pátria e o amor a minha religião." Eu. Um ídolo: Josué de Castro; um livro: A Brincadeira (Milan Kundera) ; um ideal: a vida.